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Confira na íntegra o discurso da presidenta em visita ao Sofia

VISITA_DILMA_SOFIA_2.jpg“Eu vou falar aqui, gente. E queria, primeiro, cumprimentar o nosso prefeito Márcio Lacerda, o governador Anastasia. E dizer que nós estamos presenciando aqui, neste momento, um ato que eu considero muito importante. Vou cumprimentar, também, o Ivo, e agradecer a recepção ao Ivo, que é diretor-administrativo aqui do Hospital Sofia Feldman. Vou agradecer a fraternidade, o calor e a emoção com que eu fui tratada aqui, tanto pelos funcionários como pelo diretor, até também pelas mulheres grávidas que estão aqui.
 
E dizer para vocês que esse é um capítulo importante do meu governo. É um capítulo importante porque se trata da proteção da criança e da mãe. E, para essa proteção da criança e da mãe, é importante contar com essa parceria entre o Ministério da Saúde, o governo do estado e as prefeituras e aqui, em especial, a Prefeitura de Belo Horizonte, do prefeito Márcio Lacerda.

Nós fizemos o programa Rede Cegonha porque um país tem de ser medido por alguns métodos. Eu não sou daquelas pessoas que acham que não tem importância o Produto Interno Bruto. Tem sim, é uma das referências. Mas eu acredito que entre essas referências, uma delas deve se destacar para todos nós, que é o que este país está fazendo para as mães e para as crianças. Porque as mães e as crianças – e aí não vai nenhum, quero adiantar, nenhuma desconsideração com os nossos companheiros homens, nenhuma – mas a mãe e a criança, elas representam num país o que é o futuro, porque significa que a mãe ou a gestante é a possibilidade de futuro. Garantir essa possibilidade de futuro é muito importante. Por isso, o Ministério da Saúde iniciou esse Programa, e acho que iniciou de uma forma muito efetiva. Nós estamos, aqui, não só preocupados com investir na Rede Cegonha, mas também em custear as operações do Rede Cegonha.

O Ivo, o doutor Ivo, administrador do hospital, estava dizendo para mim que se não houvesse o Rede Cegonha, ele, praticamente, teria dificuldades de dar continuidade ao funcionamento aqui do hospital, o que seria uma pena. E isso não vem em detrimento nem do prefeito, nem do governador, nem do governo federal, mas é um reconhecimento de que na área de prestação de serviços não basta investir. Tem de garantir o custeio, porque o custeio, muitas vezes, o custeio de um ano equivale ao investimento inicial. E, a partir daí, você vai ter de custear sempre. Você vai ter de custear o primeiro ano e, indefinidamente, até o final dos tempos em que o hospital for novamente objeto de um investimento e se recuperar. Então, o custeio, para ser parceiro no custeio, é uma coisa importantíssima. Ser parceiro no custeio.

Eu acho que, no caso dos serviços, nós temos de buscar não só uma qualidade de custeio, e, obviamente, para buscar essa qualidade de custeio nós vamos ter de buscar uma qualidade de gestão, principalmente quando se trata de programas que nós temos certeza que eles precisam de ter durabilidade.
Esse programa chamado Rede Cegonha, ele tem de ter durabilidade. Nós temos de garantir isso sistemática e sustentavelmente. Não pode ter solução de continuidade para a gente garantir o quê? A qualidade da prestação de serviço para as gestantes e para o bebê. É fundamental que tenha todo o tratamento pré-natal e pré-parto. É fundamental que se tenha, quando se trata de gestante, que a gente tenha unidades de referência para que as gestantes que estejam ameaçadas de qualquer risco possam ter um atendimento adequado para si e para o bebê. E isso é algo que nós temos de buscar de forma sistemática.

Então, eu estou aqui muito feliz, muito feliz porque nós temos essa parceria. Muito feliz porque essa parceria resulta no investimento do Ministério da Saúde, pelo ministro Padilha, num programa que nós consideramos um dos prioritários do governo, que é o Rede Cegonha.

Em segundo lugar, porque eu sei que vocês acompanharam e vocês viram que nós lançamos um programa chamado Brasil Carinhoso. O Brasil Carinhoso, ele tem um objetivo que se completa… que completa o Rede Cegonha, mas que é um outro objetivo, vamos dizer, um objetivo focado em crianças, nas crianças mais pobres deste país, que quando são muito… as crianças, são aquela parcela da população pobre que é mais vulnerável de todas.

Nós temos uma distribuição, no Brasil, de renda, por faixa etária, um tanto ou quanto perversa. Por quê? Ela se concentra mais quanto mais velha a população. Isso significa que a gente vai tirar direito da população mais velha? Nem pensar. Significa que nós temos de dar direitos à população mais nova.

E aí, no Rede Cegonha, isso se dá num processo universal. Nós tratamos universalmente a gestante do Sistema SUS que esteja com risco de Vida. No Brasil Carinhoso, o que nós fizemos? Nós focamos naquela parcela da população mais pobre. E o que nós pensamos? Você não tem como tirar a criança de uma situação de vulnerabilidade de renda, porque a criança não ganha dinheiro. Para você tirar a criança, você tem de tirar a família, para tirar a família, então, nós criamos aquele programa que dá R$ 70,00 de renda mínima para todo adulto ou todos os integrantes de uma família que tenha pelo menos uma criança até 6 anos de idade. Então, se a família tem 5, 5 vezes 7, 35, vai ganhar um mínimo de R$ 350,00. Isso significa um processo pelo qual nós queremos dar sustentabilidade para quem tem de zero a 6 anos e que integre uma família, que é uma daquelas pessoas que são os 16 milhões de gente que vive abaixo da linha da pobreza.

Então, vocês percebam que, junto com isso e com o Rede Cegonha, e esses hospitais de referência, nós estamos construindo uma rede. Essa rede tem vários elos. Mas, certamente, o Rede Cegonha é um dos mais importantes, porque nós garantimos um tratamento de qualidade para uma mulher que tem na barriga um filho, e queremos que esse filho nasça nas melhores condições possíveis. Com isso, o que nós estamos tentando é construir, no Brasil, de fato, um sistema em que haja a proteção de certas populações que são cruciais.

A mesma coisa acontecerá também com os homens. Eu não vou aqui entrar numa grande consideração a respeito do câncer de próstata, mas tenho certeza que o ministro Padilha já fez algumas campanhas nesse sentido, o que é muito importante porque nós precisamos dar um serviço de qualidade à saúde.
Por que o ministro Padilha está hoje aqui também lançando a questão das UBS, das Unidades Básicas de Saúde? Porque nós temos um compromisso. Qual é o compromisso do meu governo com a área de saúde? Nós queremos que o que exista, funcione. Então, a Unidade Básica de Saúde tem de funcionar e, para funcionar, tem de ter qualidade. Nós não queremos uma Unidade Básica de Saúde sucateada.

Então, o dinheiro vai servir, sim, para ampliação, reforma e construção de novas [Unidades], mas vai servir também para melhorar as velhas, porque uma Unidade Básica de Saúde existente e que funcione é uma garantia para a população daquele município. Muitas vezes a pessoa tem a tendência de querer fazer uma nova, quando tem uma que está aqui e está sucateada. Então, é possível, sem a gente entrar nesse conflito, nessa “escolha de Sofia”, reconstruir a Unidade que está sucateada, que pode prestar serviço à população, dar qualidade de custeio também para ela e recompor a Unidade Básica (falha no áudio) ou construir uma nova.

O mesmo vale para Unidades… para UPAs. Nós podemos pegar uma UPA e construir uma novinha em folha, num novo local, como podemos também localizar e detectar uma UPA ou uma unidade que pode virar uma UPA, com padrão UPA, e transformá-la num padrão UPA. Isso significa potencializar todos os recursos que nós temos.
Por isso, eu fico muito feliz de participar aqui desta cerimônia. Dou os parabéns ao Ivo. Quero dizer para o Ivo que é, de fato, um desafio grande o que ele hoje dirige aqui, no Sofia Feldman, e quero dizer para ele que fiquei, assim, muito emocionada com o recebimento. E queria agradecer também às crianças e às mães que me mandaram um cartão, que eu vou mostrar para vocês porque ele é muito bonito. É um cartão das crianças e esses pontinhos coloridos são os dedos delas, que elas me mandaram.

É, de fato, um dos melhores agradecimentos que a gente pode ter.

Muito obrigada!”

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