{"id":2822,"date":"2009-09-22T03:00:00","date_gmt":"2009-09-22T06:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/lappis.org.br\/site\/2009\/09\/22\/roseni-pinheiro-e-entrevistada-pelo-jornal-do-mauss\/"},"modified":"2009-09-22T03:00:00","modified_gmt":"2009-09-22T06:00:00","slug":"roseni-pinheiro-e-entrevistada-pelo-jornal-do-mauss","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/roseni-pinheiro-e-entrevistada-pelo-jornal-do-mauss\/2822","title":{"rendered":"Roseni Pinheiro \u00e9 entrevistada pelo Jornal do MAUSS"},"content":{"rendered":"<p><em><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"2821\" data-permalink=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/roseni-pinheiro-e-entrevistada-pelo-jornal-do-mauss\/2822\/attachment-alt-565\" data-orig-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/Roseni.JPG\" data-orig-size=\"233,350\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"alt\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/Roseni-200x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/Roseni.JPG\" class=\" alignleft size-full wp-image-2821\" alt=\"alt\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/Roseni.JPG\" style=\"margin: 5px; float: left;\" width=\"233\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/Roseni.JPG 233w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/Roseni-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/>No \u00faltimo dia 14 de setembro, o Jornal do MAUSS \u00cdberolatinoamericano publicou uma entrevista com a coordenadora do LAPPIS Roseni Pinheiro. Ela falou ao peri\u00f3dico do Movimento Anti-Utilitarista nas Ci\u00eancias Sociais sobre integralidade e SUS, a parceria com o NUCEM, entre outros assuntos. Confira!*<\/em><br \/>   \u00a0<br \/> <strong>Jornal do MAUSS &ndash; Como voc\u00ea articula sua reflex\u00e3o sobre a integralidade com o movimento anti-utilitarista?<\/strong><br \/> <strong>Roseni Pinheiro<\/strong>&ndash; Voc\u00ea de algum modo falou de integridade, o que me parece bastante prof\u00edcuo para relacionar integridade e integralidade com o movimento anti-utilitarista. Uma defesa radical das institui\u00e7\u00f5es, integridade das esferas p\u00fablicas integridade e integra\u00e7\u00e3o dos atores e eu penso que a integralidade como principio de uma pol\u00edtica de Estado, de caracter\u00edstica universal, ela vai no sentido de revalorizar a pr\u00f3pria perspectiva a partir do cuidar, do cuidado de sa\u00fade, a busca do cuidado de sa\u00fade que os pr\u00f3prios usu\u00e1rios t\u00eam de uma forma de construir novos mecanismos de enfrentamento e resolu\u00e7\u00e3o dos problemas no caso na sa\u00fade, acho que o movimento anti-utilitarista nos ajuda, a refletir sobre o contexto que est\u00e1 se vivendo, principalmente na sociedade ocidental, mas tamb\u00e9m no mundo que \u00e9 o acirramento ,a cr\u00edtica ao acirramento, ao individualismo, a competitividade, a produtividade desenfreada, o agir sem pensar, uma despolitiza\u00e7\u00e3o da a\u00e7\u00e3o p\u00fablica, ent\u00e3o eu vejo a rela\u00e7\u00e3o bastante pertinente e inadi\u00e1vel como a sociedade vem valorizando o pr\u00f3prio trabalho, como ele repercute na nossa vida cotidiana. O movimento anti-utilitarista se fundamenta em teorias que me parecem na perspectiva do Marcel Mauss, da d\u00e1diva, do dom, trazendo uma reciprocidade muito afirmativa naquilo que a gente est\u00e1 chamando da teoria da integralidade, do paradigma relacional que a integralidade tem com o principio doutrin\u00e1rio com uma pol\u00edtica de Estado que prima pela justi\u00e7a social, que prima pela cidadania ativa e de alguma maneira constr\u00f3i novas formas de associa\u00e7\u00e3o coletiva em defesa e afirma\u00e7\u00e3o da vida, mas numa perspectiva muito mais relacional do que individual, que \u00e9 o modo como de alguma maneira est\u00e1 mais voltado para o mercado do pensamento corporativista econ\u00f4mico do que para um movimento em uma perspectiva em pensar e agir na dire\u00e7\u00e3o \u00e9tico-pol\u00edtico. Acho que \u00e9 isso que nos move na reflex\u00e3o sobre integralidade e em reciprocidade com o movimento anti-utilitarista. Criticar o utilitarismo que \u00e9 muito presente em pr\u00e1ticas cotidianas no campo da sa\u00fade, sobretudo nas pol\u00edticas, sobretudo criar uma inapar\u00eancia, criar uma invisibilidade da pessoa \u00e9 uma forma de n\u00e3o atender o principio da sa\u00fade como direito, \u00e9 uma forma de nega\u00e7\u00e3o de acesso aos bens e servi\u00e7os p\u00fablicos. A reciprocidade afirmativa que eu percebo entre a integralidade e o movimento anti-utilitarista est\u00e1 na reuni\u00e3o de for\u00e7as de supera\u00e7\u00e3o da dicotomiza\u00e7\u00e3o, da fragmenta\u00e7\u00e3o, do dualismo que leva e acirra um comportamento ego\u00edsta dos indiv\u00edduos vis a vis a necess\u00e1ria responsabiliza\u00e7\u00e3o coletiva que temos que ter com o mundo que a gente habita. Essa \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o que eu vejo.<br \/> \u00a0<br \/> <strong>JM &ndash;<\/strong><strong>Como sua discuss\u00e3o sobre integralidade avan\u00e7a com rela\u00e7\u00e3o ao que foi pensado pelo SUS? At\u00e9 porque houve uma mesa com um representante do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade no Semin\u00e1rio de Integralidade?<\/strong><br \/> RP &ndash; A discuss\u00e3o que tratamos no <a href=\"http:\/\/www.lappis.org.br\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?tpl=home\">Lappis<\/a>, que \u00e9 um laborat\u00f3rio de pesquisa registrado no diret\u00f3rio de pesquisa no CNPQ, a minha participa\u00e7\u00e3o como lideran\u00e7a frente a essa ag\u00eancia de fomento aos espa\u00e7os acad\u00eamicos, temos uma grande preocupa\u00e7\u00e3o muito grande em estarmos trabalhando a experi\u00eancia. A experi\u00eancia tem um valor inestim\u00e1vel na discuss\u00e3o da integralidade porque a experi\u00eancia ela retrata a pol\u00edtica materializada, ou seja, retomar a face da pol\u00edtica humana que ela representa, n\u00e3o \u00e9 da politicagem, meio que separar o joio do trigo que tamb\u00e9m s\u00e3o a\u00e7\u00f5es humanas, mas resgatar na pol\u00edtica naquilo que ela tem de fundamental que \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o, a materializa\u00e7\u00e3o da sociabilidade,da socialidade coletiva que faz com que a gente defina, julgue quais s\u00e3o as melhores formas, enfrentamento dos problemas que no caso na sa\u00fade venham a ocorrer. Ent\u00e3o toda a produ\u00e7\u00e3o do Laborat\u00f3rio, a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento nesses 9 anos que tem como eixo estruturante o Projeto Integralidade, Saberes e Pr\u00e1ticas do Cotidiano temos uns elementos s\u00e3o fundamentais, um deles que ressaltamos \u00e9 a indissociabilidade das fun\u00e7\u00f5es essenciais da universidade, que s\u00e3o ensino, pesquisa e extens\u00e3o, essas fun\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o dissoci\u00e1veis, enquanto estamos pesquisando eu estou aprendendo e de alguma maneira me responsabilizando com esse conhecimento que a atividade extensionista tamb\u00e9m retoma para a pesquisa, onde n\u00f3s temos os objetos que efetivamente h\u00edbridos, transversais que caracterizam o pr\u00f3prio campo da sa\u00fade coletiva, ent\u00e3o essa produ\u00e7\u00e3o que tem o primeiro elemento resgate das fun\u00e7\u00f5es da indissociabilidade da universidade, ou seja problematizando o seu compromisso civil com a sociedade que a mant\u00e9m; o segundo: trabalhar sob tr\u00eas eixos que me parecem absolutamente fundamentais na sa\u00fade e pol\u00edticas p\u00fablicas a quest\u00e3o do direito, a efetiva\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 sa\u00fade; o trabalho, o processo de trabalho, a equipe, sob essa diretriz, como funciona para integrar, integralizar, interagir democraticamente na produ\u00e7\u00e3o do cuidado, que tem uma rela\u00e7\u00e3o direta com o que direito eu vou estar atendendo, com que direito e a pr\u00f3pria ideia de espa\u00e7o, participa\u00e7\u00e3o que tem a ver com o reconhecimento dessa esfera p\u00fablica que tamb\u00e9m \u00e9 um espa\u00e7o de produ\u00e7\u00e3o, encontros, e esses encontros s\u00e3o concretamente que se faz a pol\u00edtica, n\u00e3o numa perspectiva macroestrurural, mas que s\u00e3o esses encontros, esse espa\u00e7o p\u00fablico, nessa zona como um territ\u00f3rio, ou na jun\u00e7\u00e3o de territ\u00f3rios que a gente vai de alguma maneira discutir, debater , persuadir, convencer sobre as escolhas e forma\u00e7\u00f5es e julgar aquilo que vai melhor responder para o coletivo que ali est\u00e1 discutindo, acho que essa \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o que hoje a gente tem do Laborat\u00f3rio, que re\u00fane grupos de pesquisa emergentes nas cinco regi\u00f5es do pa\u00eds e a gente de alguma maneira tem tomado alguns eixos como esse da avalia\u00e7\u00e3o, que \u00e9 um tema, ou um campo que est\u00e1 muito intrinsecamente relacionado com as ci\u00eancias humanas e que no campo da sa\u00fade tem uma relev\u00e2ncia importante para n\u00e3o se deixar se metrificar, quase se tornar neutra frente a diversidade e a complexidade dos fen\u00f4menos sociais. \u00c9 um espa\u00e7o de avalia\u00e7\u00e3o que para as ci\u00eancias sociais eu acho que \u00e9 extremamente estrat\u00e9gico e pol\u00edtico que \u00e9 de alguma maneira de recolocar o papel dessas disciplinas na manuten\u00e7\u00e3o de uma sociedade justa. N\u00f3s temos no grupo comunic\u00f3logos, antrop\u00f3logos, soci\u00f3logos, m\u00e9dicos, enfermeiros, agentes do direito, bachar\u00e9is em direito; integrantes dos movimentos sociais, que s\u00e3o intelectuais org\u00e2nicos; que de alguma maneira caracteriza e p\u00f5e em pr\u00e1tica uma perspectiva preconizar no campo da sa\u00fade coletiva na natureza de suas investiga\u00e7\u00f5es que \u00e9 a interdisciplinaridade, a multiprofissionalidade, e a transversalidade, os conceitos e no\u00e7\u00f5es que s\u00e3o constru\u00eddas e que s\u00e3o necess\u00e1rias se manterem abertas \u00e0s dimens\u00f5es que o fen\u00f4meno social carece que sejam analisadas. A contribui\u00e7\u00e3o que o Laborat\u00f3rio tem nesses 9 anos eles t\u00eam se constitu\u00eddo dessa maneira. Isso tem nos \u00faltimos dois anos tivemos uma potencialidade qualificada, ampliada por conta dessa parceria com o <a href=\"http:\/\/www.nucleodecidadania.org\/nucleo\/\">NUCEM<\/a>, por conta dessa conviv\u00eancia do movimento anti-utilitarista que nos permitiu fazer deslocamentos epistemol\u00f3gicos, metodol\u00f3gicos, conceituais no sentido de apreender com uma maior fidedignidade, ou melhor, apreens\u00e3o os problemas que n\u00f3s estamos enfrentando no cotidiano. Ent\u00e3o, a ideia de experi\u00eancia \u00e9 justamente fundamental que pra gente significa um campo auspicioso de inova\u00e7\u00e3o, de ineditismo, de reinven\u00e7\u00e3o social, essa \u00e9 a perspectiva que parece mais qualificadora do processo que a gente desenvolve no laborat\u00f3rio de pesquisa <a href=\"http:\/\/www.lappis.org.br\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?tpl=home\">Lappis<\/a>, e que tem a contribui\u00e7\u00e3o do Prof. Paulo Henrique, em particular \u00e9 um grande ganho para o grupo de pesquisa para a sua qualifica\u00e7\u00e3o , essa \u00e9 a aposta que a gente est\u00e1 fazendo , \u00e9 dizer ao mundo que outro mundo \u00e9 poss\u00edvel, outro mundo acad\u00eamico \u00e9 poss\u00edvel, outra sociologia \u00e9 poss\u00edvel, outra medicina \u00e9 poss\u00edvel, n\u00e3o que ela tem que ser excludente, mas \u00e9 poss\u00edvel fazer diferente daquilo que nos constrange, nos impede de avaliar melhor as condi\u00e7\u00f5es que a gente vive, e as respostas que s\u00e3o oferecidas para solu\u00e7\u00e3o desses problemas.<br \/> \u00a0<br \/> <strong>JM &ndash;<\/strong><strong>O processo dial\u00f3gico com a esfera do SUS, como \u00e9 que eles observam, analisam, dialogam, debatem tamb\u00e9m acerca dessa parceria, essa perspectiva de ci\u00eancias humanas com a sa\u00fade, esse grupo t\u00e3o desenvolvido nessa dimens\u00e3o da integralidade, dos direitos<\/strong>?<br \/> \u00a0<br \/> RP &ndash; Os governos ou representantes legais de condu\u00e7\u00e3o de gest\u00e3o do sistema \u00fanico de sa\u00fade se apropriam de uma forma bem interessante e v\u00eaem com bons olhos essa forma de integra\u00e7\u00e3o e que oferece, sobretudo para os trabalhadores, \u00e9 publico que mais n\u00f3s temos capilaridade s\u00e3o o p\u00fablico composto de trabalhadores, usu\u00e1rios e estudantes. Temos tamb\u00e9m professores e pesquisadores, mas n\u00e3o necessariamente na regi\u00e3o sudeste, mas sul e outras regi\u00f5es do pa\u00eds e ent\u00e3o e s\u00e3o trabalhadores do SUS usu\u00e1rios do SUS. A gente entende que essa capilariza\u00e7\u00e3o, essa possibilidade desses atores que v\u00eaem na nossa profiss\u00e3o coloca uma possibilidade de viabilidade para esses atores, uma possibilidade muito grande de transforma\u00e7\u00e3o social, muito mais pr\u00f3ximo de ser atingida do que propriamente s\u00f3 uma preconiza\u00e7\u00e3o ou um prescrever sobre comportamentos e formas, eu acho que a fun\u00e7\u00e3o nossa, essa parceria, l\u00f3gico que n\u00e3o \u00e9 hegem\u00f4nica, mas seguramente ela segue sendo uma cr\u00edtica em constru\u00e7\u00e3o permanente e cada vez mais ocupando espa\u00e7os de interlocu\u00e7\u00e3o, n\u00e3o posso dizer que \u00e9 homog\u00eaneo, pois n\u00e3o tem como o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade questionar, por exemplo, o SUS e seus princ\u00edpios, n\u00f3s temos nessa dire\u00e7\u00e3o. Agora seguramente quando se tem n\u00edveis de gest\u00e3o e formas de governo h\u00e1 uma variabilidade de compreens\u00f5es.<\/p>\n<p> Agora a \u00e1rea da forma\u00e7\u00e3o de ensino e pesquisa no campo da sa\u00fade essa parceria essa parceria das ci\u00eancias sociais de alguma maneira, e com a discuss\u00e3o da integralidade resgate um pouco o pr\u00f3prio papel das disciplinas para esse campo especifico de pol\u00edtica publica que \u00e9 a sa\u00fade. Resgata em que sentido? Uma co-responsabiliza\u00e7\u00e3o o que \u00e9 que estou pesquisando, que temas estou pesquisando, problematizando que efetivamente interfere na sociedade que a gente vive, e o cuidado que tem que ter com o outro, acho que essa \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o que vejo, como o papel do pr\u00f3prio laborat\u00f3rio e dessa \u00eanfase que a gente d\u00e1, eu particularmente dou entre as ci\u00eancias sociais e as ci\u00eancias da sa\u00fade. Eu acho que a UFPE acaba sendo, transformando numa certa vanguarda, que ela acolhe, se abre, se permite e acho que d\u00e1 um grau de diferencia\u00e7\u00e3o, inova\u00e7\u00e3o para essa regi\u00e3o do Norte, Nordeste e Centro-Oeste do pa\u00eds, vira uma refer\u00eancia importante, acho que isso ficou plasmado na composi\u00e7\u00e3o na mesa de abertura do evento sobre integralidade (<a href=\"http:\/\/www.nucleodecidadania.org\/nucleo\/index.php?central=conteudo&#038;idMenu=43&#038;id=154&#038;perfil=1\">Simp\u00f3sio Nacional sobre Avalia\u00e7\u00e3o na Perspectiva do Usu\u00e1rio: Contribui\u00e7\u00f5es para Estudos sobre Pr\u00e1ticas Avaliativas Amistosas \u00e0 Integralidade em Sa\u00fade<\/a>).<\/p>\n<p> A UFPE se aliar ao projeto movimento de defesa e afirma\u00e7\u00e3o do direito \u00e0 sa\u00fade, onde com isso afirmando a integralidade, a aten\u00e7\u00e3o e o cuidado.<\/p>\n<p> <strong>JM &ndash; Como surgiu o LAPPIS? E a parceria com o NUCEM pode fortalecer este debate?<\/strong><br \/> RP &ndash; O Lappis surgiu do grupo Racionalidades M\u00e9dicas, origin\u00e1rio do <a href=\"http:\/\/www.ims.uerj.br\/\">Instituto de Medicina Social-IMS<\/a> criado pela Profa. Madel Therezinha Luz,\u00a0e nesse\u00a0\u00e2mbito antes de 2000, participei (e at\u00e9 hoje participo) do Racionalidades M\u00e9dicas, e desenvolvemos um projeto chamado integralidade, e 3 anos depois trabalhamos com pesquisas multic\u00eantricas, ampliadas, configuramos uma rede de pesquisa que deu sustenta a forma\u00e7\u00e3o do grupo fase a agencia de fomento, isso dentro do <a href=\"http:\/\/www.ims.uerj.br\/\">IMS<\/a>, e ao longo desses 6 anos no devir produzindo sobre o tema da integralidade, e ai eu particularmente como coordenadora e l\u00edder do grupo eu sentia falta de uma certa aproxima\u00e7\u00e3o epistemol\u00f3gica mesmo, que \u00e9 a ideia de trabalhar as redes sociais,a a\u00e7\u00e3o p\u00fablica,a ideia de trabalhar uma perspectiva da sociedade civil em grandes centros urbanos, considerando os aspectos n\u00e3o urbanos, n\u00e3o metropolitanos, ent\u00e3o o acumulo e a experi\u00eancia sobretudo do Prof. Paulo Henrique Martins na produ\u00e7\u00e3o do conhecimento, uma pessoa que protagonizou a discuss\u00e3o sobre redes sociais no Brasil e redes sociais na sa\u00fade, ent\u00e3o \u00e9 muito interessante. No 4\u00ba Congresso de Ci\u00eancias Sociais da Sa\u00fade que tive a enorme oportunidade de conhecer o trabalho do Prof. Paulo Henrique e de tr\u00eas orientados meus, que fazendo essa discuss\u00e3o da d\u00e1diva, encontrou nas referencias na produ\u00e7\u00e3o do professor um caminho f\u00e9rtil para fazer esse dialogo com a sa\u00fade e integralidade das a\u00e7\u00f5es. Ent\u00e3o essa proximidade, um afinidade intelectual e institucional, valores que n\u00f3s defendemos numa mesma dire\u00e7\u00e3o, que de alguma convergiu para uma aproxima\u00e7\u00e3o mais consistente de maior f\u00f4lego que resultou nesse simp\u00f3sio e no livro. Em um ano, reunimos o grupo multic\u00eantrico, fazer oficinas metodol\u00f3gicas com a participa\u00e7\u00e3o de todos os grupos, inclusive o <a href=\"http:\/\/www.nucleodecidadania.org\/nucleo\/\">NUCEM<\/a>, o que resultou no trabalho que n\u00f3s avaliamos altamente produtivo, positivo, contributivo para a transforma\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de praticas na sa\u00fade., e acho que tamb\u00e9m nas ci\u00eancias sociais , fazer esse deslocamento desse lugar confort\u00e1vel de um certo olhar por cima e a gente trabalhando com o olhar por baixo daquilo que est\u00e1 acontecendo que \u00e9 o cotidiano efetivamente n\u00e3o numa perspectiva descritiva,mas interpretativa, reflexiva, acho que \u00e9 um ganho muito interessante e de est\u00e1 trabalhando com o <a href=\"http:\/\/www.nucleodecidadania.org\/nucleo\/\">NUCEM<\/a>, na figura do Prof Paulo Henrique Martins, e agora com Prof. A\u00e9cio Mattos mais pr\u00f3ximo, possibilitou fazermos ver analises melhor contextualizadas, essa humildade epistemol\u00f3gica tanto do lado da figura do Paulo quanto do <a href=\"http:\/\/www.lappis.org.br\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?tpl=home\">Lappis<\/a>, podemos dizer que \u00e9 um casamento virtuoso nessas duas \u00e1reas, que me parece acertado pelo acolhimento e receptibilidade do simp\u00f3sio, a forma de mobiliza\u00e7\u00e3o, trabalhadores, movimentos sociais, estou muito satisfeita com o resultado e creio que Prof. Paulo Henrique deve falar tamb\u00e9m sobre isso.<br \/> \u00a0<br \/> <strong>JM &ndash; Qual a import\u00e2ncia desta discuss\u00e3o para se repensar a sa\u00fade p\u00fablica na Am\u00e9rica Latina?<\/strong><br \/> RP &ndash; Entendo que a integralidade como dispositivo constitucional e enquanto a isso o Brasil est\u00e1 muito avan\u00e7ado na proposta de universaliza\u00e7\u00e3o de direitos \u00e0 sa\u00fade, comparando a outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, eu acho que a forma de poder contribuir para repensar, um pouco que queimar etapas em torno de certas discuss\u00f5es que alguns pa\u00edses j\u00e1 alimentam, mas n\u00e3o lograram ou que logram, mas n\u00e3o tem tanta op\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, esse <a href=\"http:\/\/www.jornaldomauss.org\/periodico\/?p=1283\">congresso do ALAS<\/a> vem justamente buscando apresentar uma abertura de poss\u00edveis di\u00e1logos, nessa compreens\u00e3o de trocas, interc\u00e2mbios com outros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, e como diz o Paulo, enquanto que a teoria da complexidade que \u00e9 a integralidade como dispositivo constitucional, dispositivo institucional, dispositivo pol\u00edtico, e confere atributos habilitadores de uma afirma\u00e7\u00e3o da cidadania independente do territ\u00f3rio que se ocupe, afinal todos n\u00f3s estamos do lado sul, em tese seria menos privilegiada do que o norte. Acho que a gente est\u00e1 hoje numa situa\u00e7\u00e3o hoje muito confort\u00e1vel nesse sentido, de poder est\u00e1 abrindo, com apoio do Governo Brasileiro tamb\u00e9m, dessa possibilidade de interlocu\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, oferecendo as contribui\u00e7\u00f5es de nossas pesquisas, como a possibilidade de constru\u00e7\u00e3o nesses locais ou de modifica\u00e7\u00e3o dos seus pr\u00f3prios processos de mudan\u00e7a social.<\/p>\n<p> <strong>JM &ndash; Teve uma afirmativa sua hoje: &ldquo;N\u00e3o transformar a sa\u00fade em mercadoria&rdquo;, como \u00e9 que falaria um pouco mais, essa afirmativa t\u00e3o instigante que prop\u00f5e tanta dialogicidade quanto para quem \u00e9 da \u00e1rea de sa\u00fade quanto de ci\u00eancias humanas?<\/strong><br \/> RP &ndash; Podemos entender que sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 mercadoria, como Educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 mercadoria, t\u00eam direitos constitucionais, direitos humanos que s\u00e3o inalien\u00e1veis, a a\u00e7\u00e3o do Estado \u00e9 fundamental. Estado no sentido ampliado, no sentido Gramsciniano. Mas, voc\u00ea as institui\u00e7\u00f5es como aparelhos ideol\u00f3gicos, e a sociedade civil nada mais \u00e9 que o pr\u00f3prio Estado num estado provis\u00f3rio da sua afirma\u00e7\u00e3o, no ponto de vista pol\u00edtico. N\u00f3s elegemos nossos vereadores, prefeitos, que de alguma maneira v\u00e3o gestionar das pol\u00edticas de estado, em que vivemos.<\/p>\n<p> Uma ideia de falar que a sa\u00fade n\u00e3o \u00e9 mercadoria \u00e9 a gente combater de forma veemente a hipermedicaliza\u00e7\u00e3o, em vez de ficar medicalizando os problemas sociais, como se tudo fosse se resolver com a sa\u00fade, especificamente,a gente de alguma forma discutir a intersetorialidade, a responsabilidade das outros campos de pol\u00edticas i publicas, porque tem uma hora que batemos num teto, do ponto de vista de alcan\u00e7ar os as melhores posi\u00e7\u00f5es, as melhores condi\u00e7\u00f5es de est\u00e1 oferecendo servi\u00e7o de sa\u00fade, ent\u00e3o eu acho que a gente tem na sa\u00fade uma capacidade de resist\u00eancia muito grande de tentar lutar contra a mercantiliza\u00e7\u00e3o da medicina, quanto a medicaliza\u00e7\u00e3o dos problemas sociais, que \u00e9 diferente da educa\u00e7\u00e3o, que de algum modo ela acaba se perdendo no gen\u00e9rico, num grau de abstra\u00e7\u00e3o do ponto de vista macrostrurural, que n\u00e3o deve ser negado, mas que n\u00e3o \u00e9 suficiente para dar conta das contradi\u00e7\u00f5es e adversidades do cotidiano. Na sa\u00fade eu penso que a gente tem essas contradi\u00e7\u00f5es do cotidiano, onde o tempo todo somos desafiados a de alguma forma conceber, produzir cuidado n\u00e3o numa l\u00f3gica econ\u00f4mica, mas corporativista, mas sobretudo numa l\u00f3gica \u00e9tico-pol\u00edtica que ai se est\u00e1 criando sociabilidade, formas de constru\u00e7\u00e3o de esferas publicas, bastante distintas,numa a\u00e7\u00e3o mais liberal, destruir a pr\u00f3pria fase p\u00fablica, tirar a pr\u00f3pria mente essa capacidade de humaniza\u00e7\u00e3o ou melhor dizendo: enfrentar a desumaniza\u00e7\u00e3o que a sa\u00fade vem travando, que \u00e9 o que Paulo falou, desumanizar como um problema concreto na \u00e1rea de sa\u00fade. A ideia da mercadoria tem a ver com complexo m\u00e9dico industrial, com as a\u00e7\u00f5es de interven\u00e7\u00f5es publicas de grande massa, voc\u00ea acaba achando que o SUS \u00e9 um plano de sa\u00fade, e n\u00e3o \u00e9, \u00e9 uma pol\u00edtica de Estado, que tem que ser reconhecida e respeitada, seja ele plano de sa\u00fade privada ou programas de governos estaduais, tem que ocorrer essa mobiliza\u00e7\u00e3o, organiza\u00e7\u00e3o.<br \/> De alguma forma estamos problematizando o papel da ci\u00eancia, o papel da pesquisa para qu\u00ea est\u00e1 servindo. Muitos est\u00e3o fazendo pesquisa com apoio de laborat\u00f3rios, para testagem, para chegar uma aproxima\u00e7\u00e3o, por isso que quando est\u00e1 falando em mercadoria \u00e9 para n\u00e3o mercantilizar na produ\u00e7\u00e3o de cuidado. Tem institui\u00e7\u00f5es no Brasil, filantr\u00f3picas, por exemplo, que elas s\u00e3o mantidas por grupos m\u00e9dicos, mas n\u00e3o para potencializar ou contribuir para a pol\u00edtica p\u00fablica, visa s\u00f3 a manuten\u00e7\u00e3o de <em>status quo<\/em> de m\u00e9dicos, fazendo pesquisa com usu\u00e1rios do sistema p\u00fablico estatal, porque ningu\u00e9m vai ficar fazendo testes em seus consult\u00f3rios particulares, vai querer um hospital p\u00fablico para querer fazer e as pessoas desconhecendo o que s\u00e3o feitos com elas, e o retorno desses apoios, vai individualmente para cada um dos m\u00e9dicos, n\u00e3o para a institui\u00e7\u00e3o, melhoria do atendimento, e da qualidade<\/p>\n<p> Quando falo da mercantiliza\u00e7\u00e3o da sa\u00fade, combater esses interesses individuais que sobrep\u00f5em a natureza pol\u00edtica e coletiva que a sa\u00fade tem que ter, \u00e9 essa tese que eu defendo.<\/p>\n<p> <strong>JM &ndash; No <a href=\"http:\/\/www.lappis.org.br\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?tpl=home\">Lappis<\/a>, qual a pesquisa mais relevante nesses 9 anos de atua\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/> Com disse, \u00e9 um projeto em movimento, s\u00e3o v\u00e1rias pesquisas que se atravessam. Essa pesquisa de integralidade \u00e9 estruturante e organiza as atividades do laborat\u00f3rio nesses 9 anos. N\u00f3s temos um semin\u00e1rio no final do ano que o tema vai ser \u00c9tica, t\u00e9cnica e forma\u00e7\u00e3o, as razoes do cuidado como direito. Um pouco que problematizar do sofrimento, das emo\u00e7\u00f5es, da avalia\u00e7\u00e3o e da pr\u00f3pria afirma\u00e7\u00e3o do compromisso das disciplinas, sobretudo economia, ci\u00eancias sociais comunica\u00e7\u00e3o e sa\u00fade com a efetiva\u00e7\u00e3o do direito. \u00c9 Problematizar marco te\u00f3rico, teorias, configurar um tipo de conhecimento que seja comprometido com a emancipa\u00e7\u00e3o, com a justi\u00e7a social, e \u00e9 isso que de alguma maneira fazemos, e ano tem uma pesquisa, o projeto integralidade \u00e9 o eixo estruturante, \u00e9 o eixo estruturante do projeto movimento do <a href=\"http:\/\/www.lappis.org.br\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?tpl=home\">Lappis<\/a>.\u00a0<\/p>\n<p> <em>*Entrevista realizada por Renata Holanda (Coordenadora de Reda\u00e7\u00e3o do Jornal do MAUSS) concedida durante o Simp\u00f3sio Nacional Sobre Avalia\u00e7\u00e3o na Perspectiva do Usu\u00e1rio &ndash; realizado nos dias 13 e 14 de agosto em Recife.<\/em><br \/> \u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p><em><img decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-2821\" alt=\"alt\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/Roseni.JPG\" style=\"margin: 5px; float: left;\" width=\"233\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/Roseni.JPG 233w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2009\/09\/Roseni-200x300.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 233px) 100vw, 233px\" \/>No \u00faltimo dia 14 de setembro, o Jornal do MAUSS \u00cdberolatinoamericano publicou uma entrevista com a coordenadora do LAPPIS Roseni Pinheiro. Ela falou ao peri\u00f3dico do Movimento Anti-Utilitarista nas Ci\u00eancias Sociais sobre integralidade e SUS, a parceria com o NUCEM, entre outros assuntos. Confira!*<\/em><br \/>  <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/roseni-pinheiro-e-entrevistada-pelo-jornal-do-mauss\/2822\" title=\"Roseni Pinheiro \u00e9 entrevistada pelo Jornal do MAUSS\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":2820,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[8],"tags":[],"class_list":{"0":"post-2822","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticia"},"jetpack_publicize_connections":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Roseni Pinheiro \u00e9 entrevistada pelo Jornal do MAUSS - Lappis 25 anos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/roseni-pinheiro-e-entrevistada-pelo-jornal-do-mauss\/2822\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Roseni Pinheiro \u00e9 entrevistada pelo Jornal do MAUSS - Lappis 25 anos\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"No \u00faltimo dia 14 de setembro, o Jornal do MAUSS \u00cdberolatinoamericano publicou uma entrevista com a coordenadora do LAPPIS Roseni Pinheiro. 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