{"id":1838,"date":"2012-07-16T18:20:48","date_gmt":"2012-07-16T21:20:48","guid":{"rendered":"http:\/\/lappis.org.br\/site\/2012\/07\/16\/brasil-turquia-rumo-ao-convivialismo\/"},"modified":"2012-07-16T18:20:48","modified_gmt":"2012-07-16T21:20:48","slug":"brasil-turquia-rumo-ao-convivialismo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/brasil-turquia-rumo-ao-convivialismo\/1838","title":{"rendered":"BRASIL, TURQUIA&#8230; RUMO AO CONVIVIALISMO?"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">por Alain Caill&eacute;, Christophe Fourel, Ahmet Insel, Paulo&nbsp; Henrique Martins, Gus Massiah, Patrick Viveret<a href=\"file:\/\/\/D:\/Lappis\/Dropbox\/LAPPIS%20-%20Documentos%20e%20arquivos\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/BoletIN\/13.07.16_introducao_artigo_Paulo_Henrique_Martins.docx#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\">[1]<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">O mais surpreendente e tamb&eacute;m o mais revelador nas enormes manifesta&ccedil;&otilde;es que sacodem o Brasil e Turquia atualmente &eacute; a perplexidade dos poderes vigentes, sejam eles de direita ou de esquerda. Como admitiu Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, &ldquo;o governo n&atilde;o entende o que est&aacute; acontecendo.&rdquo; Similarmente, na Turquia, Recep Tayyip Erdo\u011fan n&atilde;o entende ou n&atilde;o quer ver nas revoltas da juventude urbana, algo mais que o resultado de uma conspira&ccedil;&atilde;o oriunda do exterior. O que est&aacute; acontecendo? Para qual dire&ccedil;&atilde;o apontam esses movimentos? Para esbo&ccedil;ar uma resposta a esta quest&atilde;o, &eacute; preciso conect&aacute;-los com movimentos similares que lhes precederam, explicar porque eles s&atilde;o pouco compreens&iacute;veis no contexto das categorias pol&iacute;ticas herdadas e come&ccedil;ar a identificar a perspectiva a partir da qual eles podem adquirir sentido, n&atilde;o apenas dentro de uma l&oacute;gica de contesta&ccedil;&atilde;o e desespero, mas tamb&eacute;m como precursores de alternativas pol&iacute;ticas desej&aacute;veis e plaus&iacute;veis.<\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">Obviamente, ainda que o contexto pol&iacute;tico, econ&ocirc;mico e cultural seja diferente a cada momento, existe mais do que uma apar&ecirc;ncia familiar entre os movimentos dos&nbsp;<em>Indignados<\/em>&nbsp;ou&nbsp;<em>Occupy Wall-Street<\/em>, a primavera &aacute;rabe e aqueles que se tornaram not&iacute;cia no Brasil e na Turquia. Em alguns casos, o foco &eacute; mais ou menos voltado para a mis&eacute;ria e a degrada&ccedil;&atilde;o das condi&ccedil;&otilde;es materiais da exist&ecirc;ncia, ou sobre a quest&atilde;o das liberdades. Mas em todos os casos, o que &eacute; denunciado e estigmatizado &eacute; a fissura cada vez mais abismal que separa os governantes e os governados, os mais ricos dos mais pobres. Esta lacuna concede &agrave; imensa maioria o sentimento de n&atilde;o ser compreendido e explica, reciprocamente, que aqueles que se encontram no pin&aacute;culo do poder e da riqueza n&atilde;o entendem quase nada sobre o que de fato est&aacute; acontecendo. Mais especificamente, a paix&atilde;o mobilizadora que conduz &agrave;s ruas, algumas vezes colocando suas vidas em risco, &eacute; um profundo sentimento de injusti&ccedil;a, uma c&oacute;lera contra a arrog&acirc;ncia do poder e a indigna&ccedil;&atilde;o contra uma corrup&ccedil;&atilde;o end&ecirc;mica.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">Como tal, estes movimentos multiformes n&atilde;o s&atilde;o nem de direita e nem de esquerda. Eles n&atilde;o s&atilde;o partid&aacute;rios do liberalismo, do socialismo, do comunismo e nem do anarq<\/span><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">uismo. Mas um pouco de cada um de acordo com o momento, com certos ingredientes, igualmente, do Cristianismo ou do Islamismo, por exemplo. Isso &eacute; o que determina a sua for&ccedil;a, mas tamb&eacute;m a sua fraqueza. Esta sua for&ccedil;a adv&eacute;m do fato de que, desde o in&iacute;cio, tal polite&iacute;smo doutrinal lhe permitiu agregar amplamente. J&aacute; a sua fraqueza, adv&eacute;m do fato de que, a sua indetermina&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e ideol&oacute;gica parece que os tornam incapazes de se organizar de maneira coerente, de acessar o poder e de se manter l&aacute;. Por isso, torna-se tentador classificar todas essas revoltas sob o r&oacute;tulo comodista e supostamente infame do populismo, e assim estimar que as aspira&ccedil;&otilde;es que elas conduzem v&atilde;o se dissolver como neve ao sol, uma vez que ter&atilde;o que se confrontar &agrave; realidade.<\/span><\/p>\n<p> <span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">H&aacute;, no entanto, uma outra forma de pensar. E de ter esperan&ccedil;a. &Eacute; apostar que esses m&uacute;ltiplos movimentos de indigna&ccedil;&atilde;o e f&uacute;ria n&atilde;o apenas compartilham sentimentos negativos de frustra&ccedil;&atilde;o, mas eles s&atilde;o, igualmente e potencialmente, portadores, positivos, de um projeto de sociedade poss&iacute;vel. Isso porque &eacute; cada vez mais urgente definir se realmente queremos construir uma alternativa &agrave;s pol&iacute;ticas neoliberais (ou neocomunistas como na China, por exemplo) que assolam o mundo. O que faz a for&ccedil;a do neoliberalismo &eacute; principalmente a dispers&atilde;o de seus oponentes. E n&atilde;o se trata de projetos relativos a um mundo que ainda n&atilde;o existe. Eles se apresentam sob nomes e em formas ou escalas infinitamente variadas, mas que remetem ao mundo atual em que vivemos: a defesa dos direitos humanos, do cidad&atilde;o, do trabalhador, dos desempregados, das mulheres ou crian&ccedil;as, a economia social e solid&aacute;ria com todos os seus componentes: as cooperativas de produ&ccedil;&atilde;o ou de consumo, o mutualismo, o com&eacute;rcio justo, as moedas alternativas ou complementares, os sistemas locais de troca, as m&uacute;ltiplas associa&ccedil;&otilde;es comunit&aacute;rias; a economia de contribui&ccedil;&atilde;o digital (veja Linux, Wikip&eacute;dia, etc.); a decad&ecirc;ncia e o p&oacute;s-desenvolvimento, os movimentos&nbsp;<em>slow food<\/em>,&nbsp;<em>slow town<\/em>,&nbsp;<em>slow science<\/em>; a reivindica&ccedil;&atilde;o pelo &ldquo;viver bem&rdquo;, a afirma&ccedil;&atilde;o dos direitos da natureza e o louvor da&nbsp;<em>Pachamama<\/em>&nbsp;(deusa reverenciada pelos povos ind&iacute;genas dos Andes), a antiglobaliza&ccedil;&atilde;o, a ecologia pol&iacute;tica e a democracia radical, os&nbsp;<em>indignados<\/em>,&nbsp;<em>Occupy Wall Street<\/em>, a procura de indicadores de riqueza alternativos, os movimentos de transforma&ccedil;&atilde;o pessoal, de sobriedade volunt&aacute;ria, de abund&acirc;ncia frugal, do di&aacute;logo de civiliza&ccedil;&otilde;es, das teorias do cuidado, os novos pensamentos compartilhados, etc.<\/p>\n<p> O que falta em todos esses movimentos &eacute; a percep&ccedil;&atilde;o clara do que eles t&ecirc;m em comum e sua poss&iacute;vel coer&ecirc;ncia. &Eacute; a partir de uma tentativa de formular e tornar vis&iacute;vel o seu maior denominador comum que sessenta intelectuais, franceses e estrangeiros, representantes de diferentes correntes, tomaram a iniciativa de escrever um&nbsp;<em>Manifesto convivialista<\/em><a href=\"file:\/\/\/D:\/Lappis\/Dropbox\/LAPPIS%20-%20Documentos%20e%20arquivos\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/BoletIN\/13.07.16_introducao_artigo_Paulo_Henrique_Martins.docx#_ftn2\" name=\"_ftnref2\" title=\"\">[2]<\/a>. &nbsp;O simples fato de que eles foram capazes de chegar a um acordo, apesar das diferen&ccedil;as ideol&oacute;gicas significativas, revela que a iniciativa, de refletir acerca de uma doutrina de fundo comum que seria compartilh&aacute;vel por alguns daqueles que tomaram as ruas em Istambul, Rio, T&uacute;nis, Madrid, Cairo e em outros lugares, n&atilde;o est&aacute; necessariamente fadada ao fracasso.<br \/> N&atilde;o podem ser resumidos em poucas linhas os muitos pontos de concord&acirc;ncia, significativos, que foram encontrados. Talvez ecoando a atualidade turca e mais ainda a brasileira, seguem tr&ecirc;s id&eacute;ias, que consideramos importante destacar em termos mais espec&iacute;ficos:<\/p>\n<p> 1 &#8211; Se as ideologias pol&iacute;ticas modernas herdadas &#8211; o liberalismo, o socialismo, o comunismo ou o anarquismo &ndash; se revelaram em grande parte incapazes de iluminar o futuro, &eacute; porque todas elas foram baseadas na ideia de que o principal problema da humanidade reside na escassez material e, portanto, a condi&ccedil;&atilde;o&nbsp;<em>sine qua non<\/em>&nbsp;do progresso pol&iacute;tico e da emancipa&ccedil;&atilde;o de todos &eacute; o crescimento ilimitado da prosperidade material. Mas o crescimento do PIB n&atilde;o est&aacute; mais l&aacute; nos pa&iacute;ses desenvolvidos (e n&atilde;o voltar&aacute; mais). Al&eacute;m disso, ele j&aacute; est&aacute; se desacelerando nos chamados pa&iacute;ses emergentes (incluindo o Brasil) e, em qualquer caso, o forte crescimento seria desastroso para a sobreviv&ecirc;ncia ecol&oacute;gica do planeta. Por isso, precisamos, urgentemente, come&ccedil;ar a desenhar os contornos de uma democracia&nbsp;<em>p&oacute;s-croissantista<\/em>, &ldquo;p&oacute;s-crescimentista&rdquo;. Almejando uma sociedade de prosperidade, mesmo que sem crescimento.<\/p>\n<p> 2 -. Como vimos, as revoltas contempor&acirc;neas s&atilde;o, naturalmente, revoltas contra a pobreza. Mas tamb&eacute;m, e talvez principalmente, revoltas contra a injusti&ccedil;a e contra a corrup&ccedil;&atilde;o. Elas envolvem e condenam o que os antigos gregos chamavam de insol&ecirc;ncia, excesso, falta de limites, o desejo de onipot&ecirc;ncia, esse desejo louco de superar os limites da cidade\/humanidade, da sociabilidade comum e da dec&ecirc;ncia comum. O desejo por riqueza ou poder infinito. Esta luta, potencialmente global, &eacute; contra a insol&ecirc;ncia e a esta luta devem ser concedidos meios de express&atilde;o pol&iacute;tica.<\/p>\n<p> 3. A express&atilde;o mais vis&iacute;vel da insol&ecirc;ncia &eacute; a explos&atilde;o desconcertante da desigualdade ao longo dos &uacute;ltimos quarenta anos. Dentro dos pa&iacute;ses e entre os pa&iacute;ses. De muitas maneiras, a dram&aacute;tica crise ecol&oacute;gica iminente, &eacute; uma resultante desse processo. Muito em breve, n&atilde;o haver&aacute; mais pol&iacute;tica econ&ocirc;mica e social cred&iacute;vel e aud&iacute;vel, se ela n&atilde;o atacar frontalmente a insol&ecirc;ncia e n&atilde;o lutar resolutamente contra a injusti&ccedil;a e a corrup&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s da implementa&ccedil;&atilde;o de uma pol&iacute;tica que seja, simultaneamente, de renda m&iacute;nima &#8211; contra a abje&ccedil;&atilde;o da pobreza &#8211; e de riqueza m&aacute;xima &#8211; contra a abje&ccedil;&atilde;o de extrema riqueza. Nesta luta, mesmo os ricos, aqueles que criam e se comprometem, os n&atilde;o rentistas, podem participar (ver, por exemplo, o recente apelo intitulado &quot;N&oacute;s somos o 1%&quot;).<\/p>\n<p> Estes princ&iacute;pios pol&iacute;ticos s&atilde;o bastante simples de exprimir, como ficou evidenciado na reda&ccedil;&atilde;o do Manifesto convivialista e na aten&ccedil;&atilde;o internacional que ele recebeu ap&oacute;s o seu lan&ccedil;amento. O desafio principal ser&aacute; o de conduzir essas id&eacute;ias por homens e mulheres que n&atilde;o se deixem cair na insol&ecirc;ncia. Mas isso n&atilde;o &eacute; necessariamente imposs&iacute;vel.&nbsp;<\/span><\/p>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<hr align=\"left\" size=\"1\" width=\"33%\" \/>\n<p id=\"ftn1\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><a href=\"file:\/\/\/D:\/Lappis\/Dropbox\/LAPPIS%20-%20Documentos%20e%20arquivos\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/BoletIN\/13.07.16_introducao_artigo_Paulo_Henrique_Martins.docx#_ftnref1\" name=\"_ftn1\" title=\"\">[1]<\/a>Todos signat&aacute;rios do&nbsp;<em>Manifeste convivialiste<\/em>.<em>D&eacute;claration d&rsquo;interd&eacute;pendance&nbsp;<\/em>(Manifesto convivialista. Declara&ccedil;&atilde;o de interdepend&ecirc;ncia), Le Bord de l&rsquo;eau, juin 2013, 40 p., 5 &euro;.&nbsp; A. Caill&eacute; &eacute; diretor da&nbsp;<em>Revue du MAUSS<\/em>, Ch.&nbsp; Fourel &eacute; presidente da Associa&ccedil;&atilde;o&nbsp; Amigos Leitores de Altenativas Econ&ocirc;micas, A. Insel &eacute; professor em&eacute;rito da Universidade Galatasaray (Istambul), Gus Massiah, &eacute; economista, &nbsp;P.H. Martins (Recife, Brasil) &eacute; presidente da ALAS (Associa&ccedil;&atilde;o latino-americana de sociologia)<\/span><\/p>\n<p id=\"ftn2\"><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><a href=\"file:\/\/\/D:\/Lappis\/Dropbox\/LAPPIS%20-%20Documentos%20e%20arquivos\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/BoletIN\/13.07.16_introducao_artigo_Paulo_Henrique_Martins.docx#_ftnref2\" name=\"_ftn2\" title=\"\">[2]<\/a><em>Manifeste convivialiste<\/em>.<em>D&eacute;claration d&rsquo;interd&eacute;pendance&nbsp;<\/em>(Manifesto convivialista. Declara&ccedil;&atilde;o de interdepend&ecirc;ncia), Le Bord de l&rsquo;eau, juin 2013, 40 p., 5 &euro;.&nbsp; Um resumo do manifesto est&aacute; dispon&iacute;vel em franc&ecirc;s, ingl&ecirc;s, espanhol, portugu&ecirc;s e chin&ecirc;s no&nbsp;<em>website<\/em>&nbsp;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.lesconvivialistes.fr\/\">www.lesconvivialistes.fr<\/a>. &nbsp;<\/span><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">por Alain Caill&eacute;, Christophe Fourel, Ahmet Insel, Paulo&nbsp; Henrique Martins, Gus Massiah, Patrick Viveret<a href=\"file:\/\/\/D:\/Lappis\/Dropbox\/LAPPIS%20-%20Documentos%20e%20arquivos\/Comunica%C3%A7%C3%A3o\/BoletIN\/13.07.16_introducao_artigo_Paulo_Henrique_Martins.docx#_ftn1\" name=\"_ftnref1\" title=\"\">[1]<\/a><\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<p> <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/brasil-turquia-rumo-ao-convivialismo\/1838\" title=\"BRASIL, TURQUIA&#8230; RUMO AO CONVIVIALISMO?\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[8],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1838","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticia"},"jetpack_publicize_connections":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>BRASIL, TURQUIA... 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