{"id":1773,"date":"2013-06-16T20:05:48","date_gmt":"2013-06-16T23:05:48","guid":{"rendered":"http:\/\/lappis.org.br\/site\/2013\/06\/16\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/"},"modified":"2017-08-23T10:25:08","modified_gmt":"2017-08-23T13:25:08","slug":"entrevista-jose-ricardo-ayres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773","title":{"rendered":"Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1770\" data-permalink=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773\/attachment-dsc02000-jpg\" data-orig-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg\" data-orig-size=\"420,225\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"DSC02000.jpg\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000-300x161.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg\" class=\" alignleft size-full wp-image-1770\" alt=\"DSC02000.jpg\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg\" style=\"margin: 5px; float: left; width: 200px; height: 107px;\" width=\"420\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg 420w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000-300x161.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/>&nbsp;O pesquisador fala sobre o cuidado e o XIII Semin&aacute;rio da Integralidade <\/p>\n<p> Cuidado, Integralidade e Trabalho. Esses s&atilde;o os tr&ecirc;s v&eacute;rtices da discuss&atilde;o que o professor e pesquisador Jos&eacute; Ricardo Ayres promete levar para a Confer&ecirc;ncia Magna, que vai marcar oficialmente a abertura do XIII Semin&aacute;rio da Integralidade, em Cuiab&aacute;, em agosto. Numa entrevista exclusiva para o BoletIN, Ayres faz uma profunda reflex&atilde;o sobre o caminho que leva o cuidado da teoria para a pr&aacute;xis e disse n&atilde;o ser poss&iacute;vel existir sa&uacute;de p&uacute;blica sem passar por um atento cuidado aos sujeitos e &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p> Para Jos&eacute; Ricardo Ayres, o tema do XIII Semin&aacute;rio, &ldquo;Constru&ccedil;&atilde;o Social da Demanda por Cuidado &ndash; revistando o direito &agrave; sa&uacute;de, o trabalho em equipe e espa&ccedil;os p&uacute;blicos e participa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que retoma uma discuss&atilde;o iniciada em 2005, &eacute; esencial para aquilo que considera o grande desafio da atualidade, &ldquo;a cont&iacute;nua constru&ccedil;&atilde;o do SUS&rdquo;. Confira aqui a entrevista na &iacute;ntegra. &nbsp;<\/p>\n<p> <strong><img decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1771\" data-permalink=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773\/attachment-layout_xiii_seminario-jpg\" data-orig-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/layout_XIII_Seminario.jpg\" data-orig-size=\"550,262\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"layout_XIII_Seminario.jpg\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/layout_XIII_Seminario-300x143.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/layout_XIII_Seminario.jpg\" class=\" alignright size-full wp-image-1771\" alt=\"layout_XIII_Seminario.jpg\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/layout_XIII_Seminario.jpg\" style=\"margin: 5px; float: right; width: 350px; height: 167px;\" width=\"550\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/layout_XIII_Seminario.jpg 550w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/layout_XIII_Seminario-300x143.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/>BoletIN &#8211;<\/strong><strong>Na abertura do Semin&aacute;rio, voc&ecirc; vai ministrar uma Confer&ecirc;ncia Magna, intitulada &ldquo;Cuidado: Trabalho e Integralidade nas Pr&aacute;ticas de Sa&uacute;de&rdquo;.&nbsp; Hoje, o tema do cuidado atravessa desde as institui&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas at&eacute; as pol&iacute;ticas p&uacute;blicas e gest&atilde;o da sa&uacute;de. O que contribuiu para esse interesse ou essa preocupa&ccedil;&atilde;o sobre o tema?<\/strong><br \/> <strong>Jos&eacute; Ricardo Ayres &#8211; <\/strong>Penso que o que caracteriza a ideia geral de cuidado &eacute; uma ativa ocupa&ccedil;&atilde;o com a sa&uacute;de do outro, na forma de uma a&ccedil;&atilde;o que cobra reconhecimento e respeito m&uacute;tuos, capacidade de ouvir e interpretar necessidades e a constru&ccedil;&atilde;o de respostas de modo compartilhado, com confian&ccedil;a e responsabilidade. Esse interesse crescente no cuidado me parece derivar de um conjunto de aspectos, mas eu destacaria dois, dialeticamente relacionados. De um lado, o crescimento impressionante de nossa pot&ecirc;ncia tecnocient&iacute;fica gera enormes expectativas de dom&iacute;nio do adoecimento, do sofrimento, das limita&ccedil;&otilde;es e de promo&ccedil;&atilde;o da longevidade, bem-estar, aptid&atilde;o f&iacute;sica, beleza etc. Mas, de outro lado, esse pr&oacute;prio desenvolvimento vai deixando mais e mais clara a n&atilde;o correspond&ecirc;ncia imediata entre uma coisa e outra. Iniquidades, desrespeitos, insufici&ecirc;ncias, viol&ecirc;ncias, s&atilde;o vividos como realidade insepar&aacute;vel das sedutoras e crescentes ofertas de consumo das tecnologias da sa&uacute;de. Os servi&ccedil;os e tecnologias s&atilde;o de dif&iacute;cil acesso para a maioria, os resultados das a&ccedil;&otilde;es s&atilde;o frequentemente frustrantes, as rela&ccedil;&otilde;es com os profissionais est&atilde;o empobrecidas e deterioradas.&nbsp; Acho que a guinada na dire&ccedil;&atilde;o do cuidado &eacute;, no m&iacute;nimo, uma rea&ccedil;&atilde;o a esta contradi&ccedil;&atilde;o. &Eacute; uma certa necessidade de, por um lado, fazer nossas apostas em caminhos menos dependentes da linguagem instrumental das tecnoci&ecirc;ncias. &Eacute; como se diss&eacute;ssemos: &quot;Que se calem um pouco as m&aacute;quinas para que possamos ouvir nossas pr&oacute;prias vozes&quot;. Mas certamente n&atilde;o queremos que as ci&ecirc;ncias e as tecnologias silenciem, porque elas tamb&eacute;m falam de uma maneira que nos interessa, que foi inventada por n&oacute;s mesmos. O que queremos &eacute; que elas falem mais <strong>para n&oacute;s <\/strong>e menos por n&oacute;s, que falem daquilo que &eacute; de fato relevante, que fa&ccedil;a sentido em nosso cotidiano, e, especialmente, que falem <strong>para todos n&oacute;s<\/strong>. Mas isso &eacute; o m&iacute;nimo, porque o queremos mesmo com o cuidado &eacute; que as ci&ecirc;ncias e t&eacute;cnicas falem muitas l&iacute;nguas, que estejam sempre aprendendo novas l&iacute;nguas e que n&atilde;o precisem calar outras vozes para se fazer ouvir.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> <strong>BoletIN &#8211; Por que o discurso sobre o cuidado ainda est&aacute; t&atilde;o distante das pr&aacute;ticas? Como sair da reflex&atilde;o para a pr&aacute;xis?<\/strong><br \/> <strong>Jos&eacute; Ricardo Ayres &#8211; <\/strong>Em um certo sentido o cuidado n&atilde;o est&aacute; distante da pr&aacute;tica. Se podemos hoje teorizar sobre ele, se &eacute; um conceito, &eacute; porque de algum modo ele j&aacute; est&aacute; na pr&aacute;tica. Mas essa presen&ccedil;a &eacute; difusa, esparsa, pouco org&acirc;nica. As tecnoci&ecirc;ncias de base biom&eacute;dica tornaram-se t&atilde;o centrais e dominantes que o seu sentido propriamente pr&aacute;tico, isto &eacute;, o tipo de valor, interesse, significado que subjaz &agrave; busca do seu poder instrumental, foi perdido de vista. Criou-se um estranhamento entre esse aspecto instrumental e o sentido, digamos, existencial das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de. A esta configura&ccedil;&atilde;o tenho me referido como a <strong>disjun&ccedil;&atilde;o entre os horizontes de &ecirc;xito t&eacute;cnico e de sucesso pr&aacute;tico<\/strong> na orienta&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es. Assim, podemos dizer que o conceito de Cuidado aspira participar das pr&aacute;ticas de sa&uacute;de de modo reconstrutivo, como um elemento que facilite a identifica&ccedil;&atilde;o dessa disjun&ccedil;&atilde;o no cotidiano das pr&aacute;ticas e a percep&ccedil;&atilde;o e difus&atilde;o das possibilidades de super&aacute;-la, a&iacute;, no cotidiano. Que modos de operar das a&ccedil;&otilde;es e dos encontros nas pr&aacute;ticas de sa&uacute;de podem efetivamente orientar-nos na dire&ccedil;&atilde;o dos projetos de felicidade que nos caracterizam como pessoas e comunidades em busca da sa&uacute;de? Como superar o ilus&oacute;rio e danoso isolamento entre &ecirc;xito t&eacute;cnico e sucesso pr&aacute;tico, como se fossem quest&otilde;es de natureza completamente diversa, na defini&ccedil;&atilde;o dos horizontes normativos das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de? Se o conceito de cuidado ajudar a responder a estas quest&otilde;es estar&aacute; deixando mais clara uma estreita rela&ccedil;&atilde;o que j&aacute; desde sempre tem com a pr&aacute;tica. Ent&atilde;o o desafio que se coloca, de passar da reflex&atilde;o &agrave; pr&aacute;xis, come&ccedil;a na pr&oacute;pria compreens&atilde;o da origem e destino pr&aacute;xico, ou pragm&aacute;tico, deste conceito. Penso que a partir da&iacute; trata-se de disseminar esse debate e n&atilde;o perder oportunidades, na capilaridade dos servi&ccedil;os e institui&ccedil;&otilde;es que de alguma forma lidam com sa&uacute;de, de aproveitar os aprendizados que esta reflex&atilde;o, conduzida ao cotidiano da pr&aacute;tica, pode produzir; &nbsp;transform&aacute;-los em propostas de organiza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de, avaliar essas experi&ecirc;ncias. Avaliar de forma interessada n&atilde;o apenas em termos de quantidades e resultados, mas em termos de qualidades e de efeitos em nossa forma&ccedil;&atilde;o como comunidades e pessoas; em termos da capacidade de nossas a&ccedil;&otilde;es deixarem-se interpelar por nossos projetos de felicidade e moverem-se por nossos encontros. Como se v&ecirc;, &eacute; um processo de transforma&ccedil;&atilde;o cultural. Como tal, e pensando mais particularmente no campo institucional da sa&uacute;de, depende do desenvolvimento de tecnologias de atendimento, de mudan&ccedil;as estruturais nos servi&ccedil;os, de aperfei&ccedil;oamentos nos modelos de organiza&ccedil;&atilde;o da aten&ccedil;&atilde;o, de novos processos de gest&atilde;o, de transforma&ccedil;&atilde;o nos processos de forma&ccedil;&atilde;o profissional e educa&ccedil;&atilde;o permanentes. E n&atilde;o h&aacute; um lugar para come&ccedil;ar. Essa mudan&ccedil;a j&aacute; est&aacute;, ao menos em pot&ecirc;ncia, nessas diversas perspectivas, e devem se dar simultaneamente, cada processo alimentando o outro.&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> <strong>BoletIN<\/strong>&#8211; <strong>&Eacute; poss&iacute;vel existir sa&uacute;de p&uacute;blica sem passar por um atento cuidado aos sujeitos e &agrave;s popula&ccedil;&otilde;es?<\/strong><br \/> <strong>Jos&eacute; Ricaro Ayres &#8211; <\/strong>N&atilde;o, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel. Embora n&oacute;s tenhamos a tend&ecirc;ncia a pensar no cuidado como uma rela&ccedil;&atilde;o interpessoal, entre profissional e usu&aacute;rio, isso seria uma contradi&ccedil;&atilde;o nos pr&oacute;prios termos, uma vez que n&atilde;o h&aacute; projeto de felicidade que nas&ccedil;a e fa&ccedil;a sentido fora da polis, isto &eacute;, da cidade, da vida compartilhada.&nbsp; Assim toda possibilidade de produzir a&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de que fa&ccedil;am sentido sempre ter&aacute; rela&ccedil;&atilde;o com contextos intersubjetivos, desde as rela&ccedil;&otilde;es interpessoais, familiares, do bairro, at&eacute; a comunidade global no limite. Por outro lado, as popula&ccedil;&otilde;es n&atilde;o s&atilde;o entidades abstratas, elas s&atilde;o constru&iacute;das pelas intera&ccedil;&otilde;es cotidianas das pessoas. O cuidar e o cuidar-se repercutir&atilde;o tamb&eacute;m sempre sobre outros . Mas, claro, cabe estarmos atentos para as diversas possibilidades de apreender e responder a necessidades e possibilidades de cuidado de diferentes abrang&ecirc;ncias, cuidando de diferentes modos, com diferentes sujeitos e recursos em cen&aacute;rios diversos.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p> <strong><img decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1772\" data-permalink=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773\/attachment-dsc02040-jpg\" data-orig-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02040.jpg\" data-orig-size=\"420,225\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"DSC02040.jpg\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02040-300x161.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02040.jpg\" class=\" alignright size-full wp-image-1772\" alt=\"DSC02040.jpg\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02040.jpg\" style=\"margin: 5px; float: right; width: 350px; height: 188px;\" width=\"420\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02040.jpg 420w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02040-300x161.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/>BoletIN<\/strong>&#8211; <strong>Onde as tem&aacute;ticas do Cuidado, do Trabalho e da Integralidade se encontram?<\/strong><br \/> <strong>Jos&eacute; Ricardo Ayres &#8211; <\/strong>O dif&iacute;cil &eacute; saber onde eles n&atilde;o se encontram! Quando falamos de Cuidado nos servi&ccedil;os de sa&uacute;de estamos falando j&aacute;, imediatamente, de Trabalho. O que justifica todo encontro cuidador ocorrido a&iacute;, ou a partir da&iacute;, &eacute; a produ&ccedil;&atilde;o de algum bem ou servi&ccedil;o. A diferen&ccedil;a em rela&ccedil;&atilde;o a outros processos de trabalho, e isso &eacute; bastante conhecido, &eacute; que o produto do trabalho em sa&uacute;de &eacute; consumido no ato mesmo em que &eacute; produzido. Mas, quando pensamos o trabalho em sa&uacute;de na perspectiva reconstrutiva do Cuidado, ent&atilde;o temos que considerar ainda uma outra diferen&ccedil;a: o objeto de trabalho e o sentido de sua transforma&ccedil;&atilde;o devem ser uma produ&ccedil;&atilde;o compartilhada entre o trabalhador da sa&uacute;de e o benefici&aacute;rio desse trabalho. A&iacute; chegamos &agrave; Integralidade. O trabalho operado no e pelo Cuidado dever&aacute; ser constru&iacute;do segundo uma totalidade de sentido. Integralidade n&atilde;o significa cuidar de tudo, significa cuidar em um todo. Destacando-se sobre o pano de fundo das singulares condi&ccedil;&otilde;es de vida e dos projetos de felicidade de cada pessoa ou comunidade, ganham contorno as formas e os significados das a&ccedil;&otilde;es cuidadoras, por meio e para al&eacute;m do significado que assumem nesta totalidade compreensiva as les&otilde;es, disfun&ccedil;&otilde;es, dismorfias, adoecimentos, sofrimentos, limita&ccedil;&otilde;es, riscos, vulnerabilidades, aspira&ccedil;&otilde;es, desejos etc. Compreendido desta forma o sentido de sua a&ccedil;&atilde;o, a aten&ccedil;&atilde;o &agrave; sa&uacute;de estar&aacute; pronta n&atilde;o apenas a tomar as decis&otilde;es mais s&aacute;bias em rela&ccedil;&atilde;o a que e como fazer com os recursos terap&ecirc;uticos dispon&iacute;veis, mas tamb&eacute;m identificar outras necessidades para o trabalho que, concomitantes ou em diversos prazos, demandam os profissionais e servi&ccedil;os. &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p> <strong>B<\/strong><strong>oletIN<\/strong>&#8211; <strong>Voc&ecirc; poderia apontar algumas possibilidades para a constru&ccedil;&atilde;o de caminhos para o cuidado integral de indiv&iacute;duos e popula&ccedil;&otilde;es na Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria a Sa&uacute;de?<\/strong><br \/> <strong>Jos&eacute; Ricardo Ayres &#8211; <\/strong>Estas possibilidades t&ecirc;m sido largamente discutidas por profissionais, gestores, ativistas, em diversos espa&ccedil;os, como esse do LAPPIS, seus semin&aacute;rios, suas publica&ccedil;&otilde;es. Mas eu sintetizaria esses caminhos da integralidade em quatro grandes &quot;avenidas&quot;, ou eixos, que, na busca de uma totalidade compreensiva para orientar o cuidado, permitem que nos orientemos na dire&ccedil;&atilde;o do princ&iacute;pio da integralidade na Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria &agrave; Sa&uacute;de. Esses eixos &eacute; que t&ecirc;m norteado as pr&aacute;ticas e as reflex&otilde;es de nossa equipe no Centro de Sa&uacute;de Escola Samuel Barnsley Pessoa, da Faculdade de Medicina da USP, o C.S. Escola Butant&atilde;. O primeiro eixo &eacute; o das <strong>necessidades<\/strong>, isto &eacute;, na Aten&ccedil;&atilde;o Prim&aacute;ria, em especial, &eacute; imprescind&iacute;vel que estejamos abertos a identificar e compreender demandas e necessidades que extrapolam o repert&oacute;rio com o qual estamos mais habituados, j&aacute; desde a nossa forma&ccedil;&atilde;o nas escolas de medicina, enfermagem, odontologia, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, etc. O que reclama tamb&eacute;m, e talvez isso seja ainda mais dif&iacute;cil, que consigamos interpretar demandas singulares em rela&ccedil;&atilde;o a aspectos com os quais estamos t&atilde;o acostumados a lidar que tendemos a universalizar, generalizar de forma redutora e preconceituosa. De outro lado, se constru&iacute;mos com riqueza o &quot;que fazer?&quot;, com uma leitura &quot;suficientemente boa&quot; das necessidades, precisaremos tamb&eacute;m enriquecer os meios de responder a elas, e a&iacute; entram aqui dois outros eixos importantes. Um &eacute; o das <strong>finalidades<\/strong>, isto &eacute;, precisamos lan&ccedil;ar m&atilde;o de processos de trabalhos em sa&uacute;de nas suas quatro conforma&ccedil;&otilde;es b&aacute;sicas &#8211; promo&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de, preven&ccedil;&atilde;o de agravos, tratamento e reabilita&ccedil;&atilde;o. Raramente um cuidado integral na aten&ccedil;&atilde;o prim&aacute;ria vai poder abrir m&atilde;o de alguma dessas l&oacute;gicas, e sempre precisar&aacute; integr&aacute;-las de algum modo na constru&ccedil;&atilde;o de projetos de cuidado. O outro eixo &eacute; o que temos chamado de eixo das <strong>articula&ccedil;&otilde;es<\/strong>. &Eacute; quase intuitivo que, para podermos lan&ccedil;ar m&atilde;o de recursos e a&ccedil;&otilde;es nas quatro conforma&ccedil;&otilde;es dos processos de trabalho em sa&uacute;de e integr&aacute;-los em movimentos coerentes e exitosos, precisaremos articular diferentes atores e cen&aacute;rios de pr&aacute;tica. Nesse sentido, interdisciplinaridade e intersetorialidade, entendidas n&atilde;o como algum protocolo ou princ&iacute;pio abstrato e a priori, precisam ser constru&iacute;das a partir dos projetos concretos de cuidado, com maior ou menor grau de compartilhamento &#8211; desde uma articula&ccedil;&atilde;o mais circunstancial, conforme necessidades de cuidado de um caso espec&iacute;fico, at&eacute; as coopera&ccedil;&otilde;es mais sistem&aacute;ticas e institucionalizadas, em programas de alcance populacional. Por fim, n&atilde;o podemos esquecer que n&atilde;o conseguiremos trabalhar na perspectiva da integralidade se o eixo das <strong>intera&ccedil;&otilde;es<\/strong> n&atilde;o for privilegiado na constru&ccedil;&atilde;o do cuidado. Se lembrarmos do que foi dito j&aacute; desde o in&iacute;cio desta entrevista, ficar&aacute; claro que, sem uma efetiva e leg&iacute;tima rela&ccedil;&atilde;o eu-outro, constru&iacute;da com base na confian&ccedil;a e responsabilidade m&uacute;tuas e dirigidas a uma aut&ecirc;ntica fus&atilde;o de horizontes, n&atilde;o encontraremos os valores &eacute;ticos, os princ&iacute;pios morais e pol&iacute;ticos e os resultados t&eacute;cnicos e pr&aacute;ticos que almejamos. &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> <strong>BoletIN<\/strong>&#8211; <strong>E<\/strong> <strong>quais os maiores desafios desse percurso?<\/strong><br \/> <strong>Jos&eacute; Ricardo Ayres &#8211; <\/strong>Nossa! Os desafios s&atilde;o muitos e grandes, ou ningu&eacute;m se preocuparia em teorizar sobre o Cuidado. E naqueles quatro eixos a que eu estava me referindo. Mas acho que o mais central de tudo &eacute; garantir um contexto de pr&aacute;ticas minimamente favor&aacute;vel para que tudo isso possa ser constru&iacute;do, e n&atilde;o tenho d&uacute;vidas que esse contexto &eacute; um SUS forte, bem financiado, p&uacute;blico nos seus compromissos e modus operandi, orientado pela l&oacute;gica dos Direitos, com participa&ccedil;&atilde;o ativa dos gestores, cientistas, t&eacute;cnicos, ativistas, profissionais e usu&aacute;rios no sentido de seu constante exame cr&iacute;tico e aperfei&ccedil;oamento.<br \/> &nbsp;<br \/> <strong>BoletIN<\/strong>&#8211; <strong>Por &uacute;ltimo, professor, o tema geral do XIII Semin&aacute;rio de Integralidade &eacute; &ldquo;Constru&ccedil;&atilde;o Social da Demanda por Cuidado &ndash; revistando o direito &agrave; sa&uacute;de, o trabalho em equipe e espa&ccedil;os p&uacute;blicos e participa&ccedil;&atilde;o&rdquo;, que retoma um debate ocorrido na edi&ccedil;&atilde;o de 2005 dos semin&aacute;rios da Integralidade. Como voc&ecirc; v&ecirc; a import&acirc;ncia de manter vivo esse debate?<\/strong><br \/> <strong>Jos&eacute; Ricardo Ayres &#8211;<\/strong>Esse debate &eacute; fundamental! Veja que identifico todos os termos da proposta naquilo que considero o grande desafio, a cont&iacute;nua constru&ccedil;&atilde;o do SUS. Fazer essa esp&eacute;cie de balan&ccedil;o 8 anos depois promete ser uma experi&ecirc;ncia muito instigante e cheia de potenciais.<br \/> &nbsp;<br \/> <strong>BoletIN<\/strong>&#8211; <strong>E qual a sua expectativa para esse evento de agosto, que pretende reunir professores, estudantes, gestores e pesquisadores em sa&uacute;de em um encontro que j&aacute; faz parte da agenda anual da sa&uacute;de coletiva?<\/strong><br \/> <strong>Jos&eacute; Ricardo Ayres &#8211; <\/strong>Eu sempre vou muito feliz e esperan&ccedil;oso para esses semin&aacute;rios do LAPPIS. Fico chateado quando n&atilde;o consigo ir, como aconteceu ano passado, justo esse, t&atilde;o interessante, ocorrido em Rio Branco, com uma agenda muito relevante. Mas este ano felizmente estarei l&aacute; de novo e, como sempre, minha expectativa &eacute; de trazer de volta muito aprendizado, muita inquieta&ccedil;&atilde;o, muita inspira&ccedil;&atilde;o, muitos afetos positivos do encontro com tanta gente interessada no valor da integralidade e disposta a trabalhar publicamente por ela. Enfim, o semin&aacute;rio do LAPPIS promete sempre ser um potente recarregador de energias!&nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> <strong>Servi&ccedil;o:<\/strong><br \/> &nbsp;<br \/> <strong>XIII Semin&aacute;rio da Integralidade: Constru&ccedil;&atilde;o Social da Demanda por Cuidado<\/strong><br \/> <strong>Onde:<\/strong>Cuiab&aacute; (Universidade Federal de Mato Grosso e Hotel Fazenda Mato Grosso)<br \/> <strong>Quando:<\/strong>de 13 a 16 de agosto<br \/> <strong>Inscri&ccedil;&otilde;es gratuitas:&nbsp;<\/strong><a href=\"http:\/\/www.lappis.org.br\/site\/inscricao-xiii-seminario.html\">http:\/\/www.lappis.org.br\/site\/inscricao-xiii-seminario.html<\/a><br \/> <strong>Confira a p&aacute;gina do Semin&aacute;rio:<a href=\"http:\/\/ http:\/\/www.lappis.org.br\/site\/eventos\/xiiiseminario.html\">&nbsp;<\/a><\/strong><a href=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/xiiiseminario\/1717\">http:\/\/www.lappis.org.br\/site\/eventos\/xiiiseminario.html<\/a><br \/> &nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-1770\" alt=\"DSC02000.jpg\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg\" style=\"margin: 5px; float: left; width: 200px; height: 107px;\" width=\"420\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg 420w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000-300x161.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 420px) 100vw, 420px\" \/>&nbsp;O pesquisador fala sobre o cuidado e o XIII Semin&aacute;rio da Integralidade <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773\" title=\"Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":1770,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[49],"tags":[617],"class_list":{"0":"post-1773","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-xxiiseminario-noticias","8":"tag-xiii-seminario-jose-ricardo-ayres-entrevista"},"jetpack_publicize_connections":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres - Lappis 25 anos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres - Lappis 25 anos\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"&nbsp;O pesquisador fala sobre o cuidado e o XIII Semin&aacute;rio da Integralidade [...]\" \/>\n<meta property=\"og:url\" content=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773\" \/>\n<meta property=\"og:site_name\" content=\"Lappis 25 anos\" \/>\n<meta property=\"article:published_time\" content=\"2013-06-16T23:05:48+00:00\" \/>\n<meta property=\"article:modified_time\" content=\"2017-08-23T13:25:08+00:00\" \/>\n<meta property=\"og:image\" content=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:width\" content=\"420\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:height\" content=\"225\" \/>\n\t<meta property=\"og:image:type\" content=\"image\/jpeg\" \/>\n<meta name=\"author\" content=\"fw2\" \/>\n<meta name=\"twitter:card\" content=\"summary_large_image\" \/>\n<meta name=\"twitter:label1\" content=\"Escrito por\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data1\" content=\"fw2\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:label2\" content=\"Est. tempo de leitura\" \/>\n\t<meta name=\"twitter:data2\" content=\"16 minutos\" \/>\n<script type=\"application\/ld+json\" class=\"yoast-schema-graph\">{\"@context\":\"https:\/\/schema.org\",\"@graph\":[{\"@type\":\"Article\",\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#article\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773\"},\"author\":{\"name\":\"fw2\",\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#\/schema\/person\/3852381d08284b5e2716b20bd89bdbcf\"},\"headline\":\"Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres\",\"datePublished\":\"2013-06-16T23:05:48+00:00\",\"dateModified\":\"2017-08-23T13:25:08+00:00\",\"mainEntityOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773\"},\"wordCount\":3242,\"commentCount\":0,\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#organization\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg\",\"keywords\":[\"XIII Semin\u00e1rio; Jos\u00e9 Ricardo Ayres; Entrevista\"],\"articleSection\":[\"XIII Semin\u00e1rio not\u00edcias\"],\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"CommentAction\",\"name\":\"Comment\",\"target\":[\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#respond\"]}]},{\"@type\":\"WebPage\",\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773\",\"url\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773\",\"name\":\"Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres - Lappis 25 anos\",\"isPartOf\":{\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#website\"},\"primaryImageOfPage\":{\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#primaryimage\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#primaryimage\"},\"thumbnailUrl\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg\",\"datePublished\":\"2013-06-16T23:05:48+00:00\",\"dateModified\":\"2017-08-23T13:25:08+00:00\",\"breadcrumb\":{\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#breadcrumb\"},\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"potentialAction\":[{\"@type\":\"ReadAction\",\"target\":[\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773\"]}]},{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#primaryimage\",\"url\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg\",\"contentUrl\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg\",\"width\":420,\"height\":225,\"caption\":\"DSC02000.jpg\"},{\"@type\":\"BreadcrumbList\",\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#breadcrumb\",\"itemListElement\":[{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":1,\"name\":\"In\u00edcio\",\"item\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/\"},{\"@type\":\"ListItem\",\"position\":2,\"name\":\"Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres\"}]},{\"@type\":\"WebSite\",\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#website\",\"url\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/\",\"name\":\"Lappis 25 anos\",\"description\":\"Labotat\u00f3rio de Pesquisas sobre Pr\u00e1ticas de Integralidade em Sa\u00fade\",\"publisher\":{\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#organization\"},\"potentialAction\":[{\"@type\":\"SearchAction\",\"target\":{\"@type\":\"EntryPoint\",\"urlTemplate\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/?s={search_term_string}\"},\"query-input\":{\"@type\":\"PropertyValueSpecification\",\"valueRequired\":true,\"valueName\":\"search_term_string\"}}],\"inLanguage\":\"pt-BR\"},{\"@type\":\"Organization\",\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#organization\",\"name\":\"Lappis 25 anos\",\"url\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/\",\"logo\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/logo-lappis25anos.png\",\"contentUrl\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/logo-lappis25anos.png\",\"width\":388,\"height\":146,\"caption\":\"Lappis 25 anos\"},\"image\":{\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/\"}},{\"@type\":\"Person\",\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#\/schema\/person\/3852381d08284b5e2716b20bd89bdbcf\",\"name\":\"fw2\",\"image\":{\"@type\":\"ImageObject\",\"inLanguage\":\"pt-BR\",\"@id\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#\/schema\/person\/image\/\",\"url\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"contentUrl\":\"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g\",\"caption\":\"fw2\"},\"url\":\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/author\/fw2\"}]}<\/script>\n<!-- \/ Yoast SEO plugin. -->","yoast_head_json":{"title":"Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres - Lappis 25 anos","robots":{"index":"index","follow":"follow","max-snippet":"max-snippet:-1","max-image-preview":"max-image-preview:large","max-video-preview":"max-video-preview:-1"},"canonical":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773","og_locale":"pt_BR","og_type":"article","og_title":"Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres - Lappis 25 anos","og_description":"&nbsp;O pesquisador fala sobre o cuidado e o XIII Semin&aacute;rio da Integralidade [...]","og_url":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773","og_site_name":"Lappis 25 anos","article_published_time":"2013-06-16T23:05:48+00:00","article_modified_time":"2017-08-23T13:25:08+00:00","og_image":[{"width":420,"height":225,"url":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg","type":"image\/jpeg"}],"author":"fw2","twitter_card":"summary_large_image","twitter_misc":{"Escrito por":"fw2","Est. tempo de leitura":"16 minutos"},"schema":{"@context":"https:\/\/schema.org","@graph":[{"@type":"Article","@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#article","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773"},"author":{"name":"fw2","@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#\/schema\/person\/3852381d08284b5e2716b20bd89bdbcf"},"headline":"Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres","datePublished":"2013-06-16T23:05:48+00:00","dateModified":"2017-08-23T13:25:08+00:00","mainEntityOfPage":{"@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773"},"wordCount":3242,"commentCount":0,"publisher":{"@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#organization"},"image":{"@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg","keywords":["XIII Semin\u00e1rio; Jos\u00e9 Ricardo Ayres; Entrevista"],"articleSection":["XIII Semin\u00e1rio not\u00edcias"],"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"CommentAction","name":"Comment","target":["https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#respond"]}]},{"@type":"WebPage","@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773","url":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773","name":"Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres - Lappis 25 anos","isPartOf":{"@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#website"},"primaryImageOfPage":{"@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#primaryimage"},"image":{"@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#primaryimage"},"thumbnailUrl":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg","datePublished":"2013-06-16T23:05:48+00:00","dateModified":"2017-08-23T13:25:08+00:00","breadcrumb":{"@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#breadcrumb"},"inLanguage":"pt-BR","potentialAction":[{"@type":"ReadAction","target":["https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773"]}]},{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#primaryimage","url":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg","contentUrl":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg","width":420,"height":225,"caption":"DSC02000.jpg"},{"@type":"BreadcrumbList","@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/entrevista-jose-ricardo-ayres\/1773#breadcrumb","itemListElement":[{"@type":"ListItem","position":1,"name":"In\u00edcio","item":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/"},{"@type":"ListItem","position":2,"name":"Entrevista: Jos\u00e9 Ricardo Ayres"}]},{"@type":"WebSite","@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#website","url":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/","name":"Lappis 25 anos","description":"Labotat\u00f3rio de Pesquisas sobre Pr\u00e1ticas de Integralidade em Sa\u00fade","publisher":{"@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#organization"},"potentialAction":[{"@type":"SearchAction","target":{"@type":"EntryPoint","urlTemplate":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/?s={search_term_string}"},"query-input":{"@type":"PropertyValueSpecification","valueRequired":true,"valueName":"search_term_string"}}],"inLanguage":"pt-BR"},{"@type":"Organization","@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#organization","name":"Lappis 25 anos","url":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/","logo":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/","url":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/logo-lappis25anos.png","contentUrl":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/logo-lappis25anos.png","width":388,"height":146,"caption":"Lappis 25 anos"},"image":{"@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#\/schema\/logo\/image\/"}},{"@type":"Person","@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#\/schema\/person\/3852381d08284b5e2716b20bd89bdbcf","name":"fw2","image":{"@type":"ImageObject","inLanguage":"pt-BR","@id":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/#\/schema\/person\/image\/","url":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","contentUrl":"https:\/\/secure.gravatar.com\/avatar\/c38472c0cdbde82d9b6fcc26adb3779d?s=96&d=mm&r=g","caption":"fw2"},"url":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/author\/fw2"}]}},"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/DSC02000.jpg","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p954Nh-sB","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1773"}],"collection":[{"href":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1773"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1773\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3679,"href":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1773\/revisions\/3679"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1770"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}