{"id":1599,"date":"2013-04-01T14:13:36","date_gmt":"2013-04-01T17:13:36","guid":{"rendered":"http:\/\/lappis.org.br\/site\/2013\/04\/01\/saude-nao-e-mercadoria\/"},"modified":"2017-08-23T10:25:05","modified_gmt":"2017-08-23T13:25:05","slug":"saude-nao-e-mercadoria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/saude-nao-e-mercadoria\/1599","title":{"rendered":"\u201cSa\u00fade n\u00e3o \u00e9 mercadoria\u201d"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1597\" data-permalink=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/saude-nao-e-mercadoria\/1599\/attachment-ato_saude-png\" data-orig-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE.png\" data-orig-size=\"247,350\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"ATO_SAUDE.png\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE-212x300.png\" data-large-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE.png\" class=\" alignleft size-full wp-image-1597\" align=\"baseline\" alt=\"ATO_SAUDE.png\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE.png\" style=\"margin: 5px; width: 160px; height: 227px; float: left;\" width=\"247\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE.png 247w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE-212x300.png 212w\" sizes=\"(max-width: 247px) 100vw, 247px\" \/>Participe do Ato em Defesa da Sa&uacute;de P&uacute;blica e contra a Privatiza&ccedil;&atilde;o da Vida. A manifesta&ccedil;&atilde;o ocorre na ter&ccedil;a-feira, 9 de abril, com concentra&ccedil;&atilde;o &agrave;s 15 horas, no Buraco do Lume (pr&oacute;ximo ao Largo da Carioca), e encerramento na Cinel&acirc;ndia. Nos &uacute;ltimos meses, temos publicado uma s&eacute;rie de <a href=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/canal-saude-felipe-asensi-e-a-terceirizacao-da-saude\/1489\">mat&eacute;rias <\/a>e <a href=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/as-veias-abertas-do-sus\/1392\">entrevistas <\/a>que elencam os muitos motivos para a n&atilde;o privatiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Leia <a href=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/saude-nao-e-mercadoria\/1599\">aqui <\/a>mais um artigo, publicado originalmente no <a href=\"http:\/\/www.cebes.org.br\/\">blog do Cebes<\/a>&nbsp;e&nbsp;assinado pelo sanitarista Reinaldo Guimar&atilde;es,&nbsp;sobre a situa&ccedil;&atilde;o de desconforto vivido pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de em n&iacute;vel global. <br \/> &nbsp;<\/p>\n<p> <strong>A Defensiva Mundial da Sa&uacute;de P&uacute;blica<\/p>\n<p> Por Reinaldo Guimar&atilde;es*<\/p>\n<p> Artigo publicado originalmente no <a href=\"http:\/\/www.cebes.org.br\/\">blog do Cebes<\/a><\/strong><br \/> &nbsp;<br \/> Agora que aparecem na rede, revistas e jornais not&iacute;cias e coment&aacute;rios sobre o desmonte do Sistema Nacional de Sa&uacute;de brit&acirc;nico, fica ainda mais evidente a situa&ccedil;&atilde;o de desconforto vivida pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de em n&iacute;vel global. Situa&ccedil;&atilde;o que, num ensaio que ser&aacute; brevemente publicado na revista Sa&uacute;de em Debate, denominei de &ldquo;Mal Estar na Sa&uacute;de P&uacute;blica&rdquo; e que n&atilde;o diz respeito apenas &agrave; eros&atilde;o dos sistemas de sa&uacute;de.<br \/> &nbsp;<br \/> <img decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1598\" data-permalink=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/saude-nao-e-mercadoria\/1599\/attachment-a_reinaldo_guimaraes-jpg\" data-orig-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/a_reinaldo_guimaraes.jpg\" data-orig-size=\"271,350\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"a_reinaldo_guimaraes.jpg\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/a_reinaldo_guimaraes-232x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/a_reinaldo_guimaraes.jpg\" class=\" alignright size-full wp-image-1598\" align=\"right\" alt=\"a_reinaldo_guimaraes.jpg\" height=\"258\" hspace=\"5\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/a_reinaldo_guimaraes.jpg\" vspace=\"5\" width=\"200\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/a_reinaldo_guimaraes.jpg 271w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/a_reinaldo_guimaraes-232x300.jpg 232w\" sizes=\"(max-width: 200px) 100vw, 200px\" \/>Talvez seja conveniente situar historicamente os sistemas nacionais de sa&uacute;de no &acirc;mbito das pol&iacute;ticas de prote&ccedil;&atilde;o social, em particular na modalidade da prote&ccedil;&atilde;o social fundada no conceito de Seguridade Social. Eles, ou pelo menos o seu exemplo paradigm&aacute;tico &ndash; o Servi&ccedil;o Nacional de Sa&uacute;de brit&acirc;nico &#8211; s&atilde;o um produto de uma conjuntura global muito particular.<br \/> &nbsp;<br \/> O sistema de sa&uacute;de brit&acirc;nico foi criado em 1948, ano central entre os poucos que correram entre o final da II Guerra Mundial e o aprofundamento da Guerra Fria, com o bloqueio sovi&eacute;tico de Berlim e o come&ccedil;o da Guerra da Cor&eacute;ia. Pranteados e enterrados os 60 milh&otilde;es de mortos da guerra, foram anos de constru&ccedil;&atilde;o solid&aacute;ria, pelo menos no que diz respeito ao bloco vencedor. Esses poucos anos de solidariedade e de afirma&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica e participativa j&aacute; nasceram, entretanto, marcados por um &ldquo;beijo da morte&rdquo;. Como numa disputa esportiva, ele durou o tempo que se leva para que os advers&aacute;rios se estudem. Tempo que propiciou uma disputa de espa&ccedil;o geopol&iacute;tico fundada em tentativas de constru&ccedil;&atilde;o de hegemonia mediante um modelo multilateral de solu&ccedil;&atilde;o de controv&eacute;rsias entre pa&iacute;ses. Tempo em que foram criadas a ONU e todas as suas organiza&ccedil;&otilde;es subsidi&aacute;rias, inclusive a hoje moribunda OMS.<br \/> &nbsp;<br \/> Entendo que os sistemas nacionais de sa&uacute;de constitu&iacute;dos numa perspectiva universalista e inseridos numa moldura mais ampla de pol&iacute;ticas para a seguridade social vivem atualmente sob ataque. O objetivo deste &eacute; o seu desmonte, acoitado pelo termo &ldquo;reforma&rdquo;, decerto portador de maior positividade. Mas quais as evid&ecirc;ncias do desmonte?&nbsp;<br \/> &nbsp;<br \/> Na Am&eacute;rica Latina, com exce&ccedil;&atilde;o do Brasil, a maior parte dos sistemas nacionais foi imaginada e constru&iacute;da segundo um padr&atilde;o n&atilde;o universalista. Com o M&eacute;xico, a Col&ocirc;mbia e o Chile &agrave; frente, durante os anos 80 e 90 do s&eacute;culo passado, propostas oriundas principalmente do Banco Mundial foram aplicadas em v&aacute;rios pa&iacute;ses, alguns deles passando diretamente de uma situa&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o possu&iacute;rem qualquer sistema nacional de sa&uacute;de para a de terem, enfim, um sistema, muito embora fora dos padr&otilde;es de uma prote&ccedil;&atilde;o social fundada no conceito de seguridade.<br \/> &nbsp;<br \/> No hemisf&eacute;rio norte, a partir desses mesmos anos 80, come&ccedil;aram as reformas dos sistemas nacionais universais, cujo exemplo mais fecundo foi a Gr&atilde;-Bretanha sob o comando da Baronesa Thatcher, que governou entre 1979 e 1990. Ao fim e ao cabo, desde ent&atilde;o, a maior parte dos pa&iacute;ses da Europa e o Canad&aacute; v&ecirc;m experimentando opera&ccedil;&otilde;es mais ou menos aprofundadas de desmonte que, &agrave; parte especificidades nacionais, t&ecirc;m como denominador comum duas caracter&iacute;sticas: (1) o desfinanciamento p&uacute;blico paulatino do sistema; (2) o crescente v&iacute;nculo entre a oferta de servi&ccedil;os e a capacidade de pagamento do usu&aacute;rio.<br \/> &nbsp;<br \/> Com a subida ao poder dos conservadores em 2010, o Sistema Nacional de Sa&uacute;de brit&acirc;nico veio de sofrer mais uma derrota. Em finais de 2011, o Parlamento aprovou uma nova reforma intitulada &ldquo;Equityandexcellence: Liberatingthe NHS&rdquo; (Equidade e Excel&ecirc;ncia: Liberalizando o NHS), cuja s&iacute;ntese &eacute;: (1) hospitais p&uacute;blicos passam a ter que produzir super&aacute;vit; os que n&atilde;o o fizerem ou fecham ou ter&atilde;o seus servi&ccedil;os concedidos a empresas privadas &ndash; al&eacute;m disso, na busca por super&aacute;vit, poder&aacute; haver negativas para procedimentos mais complexos, considerados &ldquo;deficit&aacute;rios&rdquo;; (2) os servi&ccedil;os de sa&uacute;de ser&atilde;o geridos por cons&oacute;rcios de GP&rsquo;s (m&eacute;dicos de fam&iacute;lia) &ndash; que poder&atilde;o contratar gestores privados de sa&uacute;de para gerir adequadamente esses servi&ccedil;os; (3) haver&aacute; um corte or&ccedil;ament&aacute;rio de 20 bilh&otilde;es de Libras (cerca de R$ 70 bilh&otilde;es &ndash; cerca de 7% do or&ccedil;amento do NHS).<br \/> &nbsp;<br \/> <img decoding=\"async\" data-attachment-id=\"1597\" data-permalink=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/saude-nao-e-mercadoria\/1599\/attachment-ato_saude-png\" data-orig-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE.png\" data-orig-size=\"247,350\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"ATO_SAUDE.png\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE-212x300.png\" data-large-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE.png\" class=\" alignright size-full wp-image-1597\" align=\"right\" alt=\"ATO_SAUDE.png\" height=\"350\" hspace=\"5\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE.png\" vspace=\"5\" width=\"247\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE.png 247w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE-212x300.png 212w\" sizes=\"(max-width: 247px) 100vw, 247px\" \/>Richard Horton &eacute; o editor-chefe da revista The Lancet. Ele &eacute; professor em&eacute;rito da London SchoolofHygieneand Tropical Medicine, do UniversityCollege de Londres e da Universidade de Oslo. A respeito da reforma em curso o Dr. Horton declarou:<br \/> &ldquo;N&oacute;s estamos a ponto de vivenciar uma fase de caos sem precedentes nos nossos servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Aqueles entre n&oacute;s que se opuseram a essa lei n&atilde;o devemos nos regozijar de que essa confus&atilde;o aconte&ccedil;a . As pessoas v&atilde;o morrer gra&ccedil;as &agrave; decis&atilde;o do governo de focar na competi&ccedil;&atilde;o ao inv&eacute;s de na qualidade no cuidado &agrave; sa&uacute;de. O desastre que se aproxima coloca ainda mais responsabilidade sobre n&oacute;s para derrubar essa legisla&ccedil;&atilde;o destrutiva e remover esse governo n&atilde;o democr&aacute;tico&rdquo;.<br \/> &nbsp;<br \/> Deve ser enfatizado que a reforma atual n&atilde;o &eacute; uma consequ&ecirc;ncia da persistente crise econ&ocirc;mica de 2008, como poderia parecer &agrave; primeira vista. E paradoxalmente, aquela crise, que deveria ser entendida como o &iacute;ndice maior da fal&ecirc;ncia da raiz ideol&oacute;gica neoliberal que a gerou lan&ccedil;a m&atilde;o do mesmo ide&aacute;rio para a reforma do sistema de sa&uacute;de. Em outros termos os autores da reforma do NHS pretendem nos convencer de que tudo aquilo que o neoliberalismo longe de resolver, come&ccedil;ou a destruir, poder&aacute; ser resolvido e reconstru&iacute;do com mais neoliberalismo.<br \/> &nbsp;<br \/> Mas &eacute; certo que a crise econ&ocirc;mica pela qual passa a Europa aumentar&aacute; bastante o desmonte dos sistemas de sa&uacute;de europeus, como j&aacute; se observa em toda a Europa meridional. Pela din&acirc;mica que se observa hoje, provavelmente chegar&aacute; tamb&eacute;m &agrave; Europa central e setentrional.<br \/> &nbsp;<br \/> A Rep&uacute;blica Popular da China tem quase 1,4 bilh&atilde;o de habitantes. Pouco menos da metade deles ainda vive no campoe, apesar do controle sobre a mobilidade das pessoas, as cidades est&atilde;o inchando com o &ecirc;xodo rural acelerado. Como consequ&ecirc;ncia da pol&iacute;tica de &ldquo;um filho apenas&rdquo;, institu&iacute;da para frear o crescimento demogr&aacute;fico, o envelhecimento da popula&ccedil;&atilde;o &eacute; uma preocupa&ccedil;&atilde;o crescente. Estima-se que em 2050 existir&atilde;o cerca de 350 milh&otilde;es de pessoas com 60 anos e mais. N&atilde;o &eacute; exagero dizer que se trata do maior desafio na sa&uacute;de p&uacute;blica mundial, apesar do crescimento econ&ocirc;mico estar fazendo a sua parte &ndash; a propor&ccedil;&atilde;o de pessoas abaixo da linha de pobreza tem ca&iacute;do consistentemente desde meados da d&eacute;cada de 90 do s&eacute;culo passado.<br \/> &nbsp;<br \/> Para enfrentar esse gigantesco problema, a China vem implementando desde 2009 uma reforma no seu sistema de sa&uacute;de. O drama est&aacute; em que a reforma &eacute; baseada na institui&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s modalidades de seguro-sa&uacute;de &ndash; uma para a popula&ccedil;&atilde;o rural, outra para empregados urbanos e a terceira para habitantes urbanos n&atilde;o empregados formalmente &#8211; uma variante dos modelos utilizados por v&aacute;rios pa&iacute;ses da Am&eacute;rica Latina uma ou duas d&eacute;cadas antes. As caracter&iacute;sticas dos tr&ecirc;s tipos de seguro s&atilde;o distintas, inclusive no que se refere aos procedimentos cobertos.&nbsp; Este modelo vincula na pr&aacute;tica a oferta de servi&ccedil;os &agrave; capacidade de pagamento dos mesmos pelos usu&aacute;rios. Al&eacute;m disso, os esquemas de seguro cobrem apenas pacientes internados e o &ldquo;pacote&rdquo; de procedimentos &eacute; considerado bastante restrito. Penso queo esfor&ccedil;o chin&ecirc;s &eacute; admir&aacute;vel. Mas n&atilde;o creio que fuja do ambiente geral de reformas liberais na sa&uacute;de p&uacute;blica.<br \/> &nbsp;<br \/> Mencionei mais acima o estado terminal da nossa OMS, estrangulada por uma situa&ccedil;&atilde;o na qual mais de 70% de seu or&ccedil;amento &eacute; constitu&iacute;do de recursos cujos doadores possuem completo dom&iacute;nio sobre suas aplica&ccedil;&otilde;es (doa&ccedil;&otilde;es do tipo non core). A contribui&ccedil;&atilde;o da OMS a essa &ldquo;nova&rdquo; modelagem dos sistemas nacionais de sa&uacute;de p&ocirc;de ser observada a partir do lan&ccedil;amento do Relat&oacute;rio Mundial da Sa&uacute;de de 2010 no qual, em homenagem ao &ldquo;realismo pol&iacute;tico&rdquo;, foi anunciada a estrat&eacute;gia da &ldquo;cobertura universal&rdquo; para os sistemas nacionais de sa&uacute;de.<br \/> &nbsp;<br \/> No relat&oacute;rio, essa estrat&eacute;gia pode ser sintetizada pela seguinte cita&ccedil;&atilde;o: &ldquo;O &uacute;nico caminho para reduzir a depend&ecirc;ncia dos pagamentos diretos &eacute; o encorajamento pelos governos de abordagens de partilha de risco e pr&eacute;-pagamento, seguida pela maioria dos pa&iacute;ses que mais se aproximaram da cobertura universal.Quando a popula&ccedil;&atilde;o tem acesso a mecanismos de pr&eacute;-pagamento e distribui&ccedil;&atilde;o de risco, o objetivo da cobertura universal torna-se mais realista&rdquo;(WHO, World Health Report &ndash; 2010, p. XVII).<br \/> &nbsp;<br \/> A conjuntura brasileira que criou o nosso sistema nacional de sa&uacute;de em 1988 era, em perspectiva local, parecida &agrave;quela outra, mundial, do p&oacute;s-guerra imediato. Pois 1988 tamb&eacute;m foi um per&iacute;odo de euforia e de comunh&atilde;o cidad&atilde; no Brasil. Foi o &uacute;ltimo ano do per&iacute;odo que correu entre o fim da ditadura (1985) e a tomada do Congresso Nacional e do governo de Jos&eacute; Sarney (1985-1989) pelos estamentos pol&iacute;ticos que at&eacute; hoje assombram a vida pol&iacute;tica brasileira e que em 1988 eram chamados de &ldquo;Centr&atilde;o&rdquo;.<br \/> &nbsp;<br \/> As dificuldades do nosso Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;det&ecirc;m sido objeto discuss&atilde;o bastante ampla. Tal qual a crise dos sistemas europeus, tamb&eacute;m n&atilde;o come&ccedil;ou agora. Desde a promulga&ccedil;&atilde;o da constitui&ccedil;&atilde;o cidad&atilde;, em 1988, suas bases conceituais e ideol&oacute;gicas come&ccedil;aram a ser erodidas. A primeira &ldquo;mordida&rdquo; foi a derrota da proposta original para o seu financiamento &ndash; um ter&ccedil;o do or&ccedil;amento da seguridade social.<br \/> &nbsp;<br \/> A partir da&iacute;, todas as tentativas de se estabelecer bases financeiras est&aacute;veis e em n&iacute;vel adequado fracassaram, ou no nascedouro ou ap&oacute;s alguns poucos anos de terem sido postas em pr&aacute;tica como foi o caso da Contribui&ccedil;&atilde;o Provis&oacute;ria sobre a Movimenta&ccedil;&atilde;o Financeira (CPMF). Seguiram-se as derrotas no debate sobre a regulamenta&ccedil;&atilde;o da Emenda 29 e o engavetamento das propostas de destina&ccedil;&atilde;o de 10% das receitas da Uni&atilde;o ou de cria&ccedil;&atilde;o de uma nova contribui&ccedil;&atilde;o espec&iacute;fica para a sa&uacute;de.<br \/> &nbsp;<br \/> Em paralelo aos constrangimentos financeiros, aprofundaram-se os problemas de gest&atilde;o, a maioria deles decorrentes de efeitos colaterais indesejados produzidos no processo de descentraliza&ccedil;&atilde;o das a&ccedil;&otilde;es do SUS.<br \/> &nbsp;<br \/> Eu estou entre aqueles que acreditam que o Brasil, na &uacute;ltima d&eacute;cada, avan&ccedil;ou um s&eacute;culo. Isso, no entanto, n&atilde;o me impede de registrar a fraca atua&ccedil;&atilde;o dos agentes pol&iacute;ticos centrais dessa d&eacute;cada no sentido do refreamento do processo de crescente eros&atilde;o do nosso SUS. E aqui temos mais uma originalidade do nosso sistema p&uacute;blico de sa&uacute;de: nascido de um ide&aacute;rio que contrariava frontalmente uma conjuntura global na qual as propostas neoliberais estabeleciam sua hegemonia, ap&oacute;s dez anos de governos nacionais que foram lideran&ccedil;as mundiais na cr&iacute;tica ao pacote neoliberal &ndash; com um patrim&ocirc;nio pol&iacute;tico que inclui uma revolu&ccedil;&atilde;o social inclusiva, pac&iacute;fica e democr&aacute;tica &#8211; temos um sistema de sa&uacute;deque cada vez mais concede &agrave;quelas propostas derrotadas pelo SUS em 1988.<br \/> &nbsp;<br \/> Um SUS que, a cada dia, perde terreno para a ilus&atilde;o de esquemas privados de pr&eacute;-pagamento, que alardeiam um cuidado &agrave; sa&uacute;de de melhor qualidade para os contingentes rec&eacute;m-inclu&iacute;dos no mercado de consumo de massas. Como se as categorias de &ldquo;p&uacute;blico&rdquo; e &ldquo;boa qualidade&rdquo; fossem antit&eacute;ticas. Como se os exemplos de sistemas nacionais de sa&uacute;de que uniram a universalidade &agrave; equidade sem abrir m&atilde;o da qualidade &ndash; Gr&atilde;-Bretanha, Canad&aacute;, Cuba, Fran&ccedil;a, etc. &ndash; jamais tivessem existido.<br \/> &nbsp;<br \/> Mas n&atilde;o sou pessimista e foi com al&iacute;vio que tomei conhecimento do formal desmentido do ministro Alexandre Padilha quanto &agrave; proposta de concess&atilde;o de desonera&ccedil;&atilde;o tribut&aacute;ria para as seguradoras privadas e a institui&ccedil;&atilde;o de &ldquo;pacotes&rdquo; ultrarestritos de servi&ccedil;os de sa&uacute;de para os contingentes populacionais rec&eacute;m-inclu&iacute;dos acima referidos.<br \/> &nbsp;<br \/> Mas, realisticamente, ressalto apenas que ao ser respons&aacute;vel por menos de 50% do gasto com sa&uacute;de no pa&iacute;s o SUS deixa de ser universal no plano f&aacute;tico.&nbsp; No presente, a universalidade do SUS reside exclusivamente em sua realidade ideol&oacute;gica origin&aacute;ria. A institui&ccedil;&atilde;o da desonera&ccedil;&atilde;o e da segmenta&ccedil;&atilde;o somaria, ao fim da universalidade, o fim da equidade e da integralidade.<br \/> &nbsp;<br \/> Devemos a Wanderley Guilherme dos Santos o desenvolvimento do conceito de &ldquo;cidadania regulada&rdquo;, para definir a din&acirc;mica da amplia&ccedil;&atilde;o dos direitos pol&iacute;ticos e sociais no Brasil. E na nossa hist&oacute;ria, um dos momentos mais importantes em que a regula&ccedil;&atilde;o vertical da cidadania esteve associada a uma importante conquista de direitos foi a promulga&ccedil;&atilde;o da Consolida&ccedil;&atilde;o das Leis Trabalhistas em 1943 por Get&uacute;lio Vargas. Nela, Get&uacute;lio organizou todo o conjunto de dispositivos criados durante seu governo desde 1930 no campo dos direitos trabalhistas e dos direitos sociais. A regula&ccedil;&atilde;o da cidadania, no caso, estava em que os novos direitos alcan&ccedil;avam apenas os que estavam no mercado formal de trabalho.<br \/> &nbsp;<br \/> O Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de foi o principal projeto de pol&iacute;tica social no Brasil, sen&atilde;o o &uacute;nico, a romper com o padr&atilde;o de cidadania regulada na conquista de direitos sociais. O conceito de universalidade nele estabelecido, a sua inscri&ccedil;&atilde;o setorial na pol&iacute;tica de seguridade social (sa&uacute;de + previd&ecirc;ncia social + assist&ecirc;ncia social), bem como sua proposta original de financiamento (1\/3 do or&ccedil;amento da seguridade), sustentam a afirmativa.<br \/> &nbsp;<br \/> Esse &uacute;ltimo coment&aacute;rio, eu o fa&ccedil;o porque, no meu ponto de vista, o presente mal estar do nosso Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, al&eacute;m de projetar um poss&iacute;vel desastre sanit&aacute;rio caso aumentem as dificuldades atuais, poder&atilde;o ter um significado s&oacute;cio-pol&iacute;tico de imenso retrocesso no campo das conquistas cidad&atilde;s no Brasil.<br \/> &nbsp;<br \/> <strong>*Reinaldo Guimar&atilde;es &eacute; professor e sanitarista<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-1597\" align=\"baseline\" alt=\"ATO_SAUDE.png\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE.png\" style=\"margin: 5px; width: 160px; height: 227px; float: left;\" width=\"247\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE.png 247w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2013\/04\/ATO_SAUDE-212x300.png 212w\" sizes=\"(max-width: 247px) 100vw, 247px\" \/>Participe do Ato em Defesa da Sa&uacute;de P&uacute;blica e contra a Privatiza&ccedil;&atilde;o da Vida. A manifesta&ccedil;&atilde;o ocorre na ter&ccedil;a-feira, 9 de abril, com concentra&ccedil;&atilde;o &agrave;s 15 horas, no Buraco do Lume (pr&oacute;ximo ao Largo da Carioca), e encerramento na Cinel&acirc;ndia. Nos &uacute;ltimos meses, temos publicado uma s&eacute;rie de <a href=\"http:\/\/www.lappis.org.br\/site\/noticias\/46-noticia\/704-canal-saude-felipe-asensi-e-a-terceirizacao-da-saude.html\">mat&eacute;rias <\/a>e <a href=\"http:\/\/www.lappis.org.br\/site\/noticias\/46-noticia\/665-as-veias-abertas-do-sus.html\">entrevistas <\/a>que elencam os muitos motivos para a n&atilde;o privatiza&ccedil;&atilde;o da sa&uacute;de. Leia <a href=\"http:\/\/www.lappis.org.br\/site\/noticias\/46-noticia\/756-saude-nao-e-mercadoria.html\">aqui <\/a>mais um artigo, publicado originalmente no <a href=\"http:\/\/www.cebes.org.br\/\">blog do Cebes<\/a>&nbsp;e&nbsp;assinado pelo sanitarista Reinaldo Guimar&atilde;es,&nbsp;sobre a situa&ccedil;&atilde;o de desconforto vivido pelas pol&iacute;ticas p&uacute;blicas de sa&uacute;de em n&iacute;vel global. <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/saude-nao-e-mercadoria\/1599\" title=\"\u201cSa\u00fade n\u00e3o \u00e9 mercadoria\u201d\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":1597,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[8],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1599","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticia"},"jetpack_publicize_connections":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>\u201cSa\u00fade n\u00e3o \u00e9 mercadoria\u201d - Lappis 25 anos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/saude-nao-e-mercadoria\/1599\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"\u201cSa\u00fade n\u00e3o \u00e9 mercadoria\u201d - Lappis 25 anos\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"Participe do Ato em Defesa da Sa&uacute;de P&uacute;blica e contra a Privatiza&ccedil;&atilde;o da Vida. 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