{"id":151,"date":"2011-06-09T18:20:23","date_gmt":"2011-06-09T21:20:23","guid":{"rendered":"http:\/\/lappis.org.br\/site\/2011\/06\/09\/humanizacao-do-parto-questoes-etnicas-e-raciais-em-debate\/"},"modified":"2011-06-09T18:20:23","modified_gmt":"2011-06-09T21:20:23","slug":"humanizacao-do-parto-questoes-etnicas-e-raciais-em-debate","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/lappis.org.br\/site\/humanizacao-do-parto-questoes-etnicas-e-raciais-em-debate\/151","title":{"rendered":"Humaniza\u00e7\u00e3o do parto: quest\u00f5es \u00e9tnicas e raciais em debate"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"147\" data-permalink=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/humanizacao-do-parto-questoes-etnicas-e-raciais-em-debate\/151\/attachment-capa-nascer\" data-orig-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Capa-nascer.jpg\" data-orig-size=\"312,448\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"Capa-nascer\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Capa-nascer-209x300.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Capa-nascer.jpg\" class=\" alignleft size-full wp-image-147\" style=\"margin-bottom: 1px; float: left; margin-right: 2px;\" alt=\"Capa-nascer\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Capa-nascer.jpg\" width=\"312\" height=\"448\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Capa-nascer.jpg 312w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Capa-nascer-209x300.jpg 209w\" sizes=\"(max-width: 312px) 100vw, 312px\" \/>O<b> BoletIN <\/b>registrou, com exclusividade, uma conversa entre Luis Eduardo Batista, do Comit\u00ea T\u00e9cnico de Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra do Estado de S\u00e3o Paulo, Maria L\u00facia da Silva (Instituto Amma, Psique e Negritude) e Dra. Maridite Oliveira, diretora do Hospital Geral de S\u00e3o Matheus sobre o rec\u00e9m-lan\u00e7ado livro \u201cNascer com Equidade\u201d, tem como objetivo relatar os resultados do projeto \u201cHumaniza\u00e7\u00e3o do parto e nascimento: quest\u00f5es \u00e9tnico\/racial e de g\u00eanero\u201d. Em pauta, os desafios da pesquisa, sensibiliza\u00e7\u00e3o profissional e Rede Cegonha.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O Instituto de Sa\u00fade (IS) da Secretaria de Estado da Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo (SES\/SP) lan\u00e7ou o 11\u00b0 volume da cole\u00e7\u00e3o \u201cTemas em Sa\u00fade Coletiva\u201d, organizado pelos pesquisadores Suzana Kalckmann e Luiz Eduardo Batista, ambos do Instituto de Sa\u00fade, Cl\u00e1udia Medeiros de Castro e T\u00e2nia Di Giacomo do Lago, assessoras t\u00e9cnicas da Sa\u00fade da Mulher da SES\/SP, e Sandra Regina de Souza, do Conselho Estadual dos Direitos da Crian\u00e7a e do Adolescente do Estado de S\u00e3o Paulo (CONDECA). O livro, intitulado \u201cNascer com Equidade\u201d, tem como objetivo relatar os resultados do projeto \u201cHumaniza\u00e7\u00e3o do parto e nascimento: quest\u00f5es \u00e9tnico\/racial e de g\u00eanero\u201d, desenvolvido pelo Comit\u00ea T\u00e9cnico de Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra do Estado de S\u00e3o Paulo, junto ao Instituto Amma \u2013 Psique e Negritude, realizado no Hospital Geral de S\u00e3o Mateus (HGSM), em S\u00e3o Paulo (SP), e busca evidenciar a possibilidade de uma institui\u00e7\u00e3o p\u00fablica hospitalar repensar sua assist\u00eancia \u00e0s m\u00e3es e seus filhos, fornecendo um atendimento de qualidade.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O projeto baseou-se em dados do N\u00facleo de Inova\u00e7\u00e3o da Coordenadoria de Controle de Doen\u00e7as (CCD) da SES\/SP, que, em 2005, chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de as mulheres negras morrerem de seis a dez vezes mais que as brancas, no que se refere a \u00f3bitos por complica\u00e7\u00f5es da gravidez, do parto e do puerp\u00e9rio. Esse cen\u00e1rio, at\u00e9 ent\u00e3o desconhecido, passou a obter um cuidado especial do Comit\u00ea T\u00e9cnico da Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra do Estado, que, por sua vez, criou o Grupo T\u00e9cnico de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas (GTAE) para coordenar a realiza\u00e7\u00e3o do projeto junto \u00e0s \u00c1reas T\u00e9cnicas Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra e Sa\u00fade da Mulher.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">Como resultado de todo este processo, o livro \u201cNascer com Equidade\u201d busca, em um primeiro momento, relatar, por meio de textos escritos pelos pr\u00f3prios participantes do processo, inclusive dos Cursos de Capacita\u00e7\u00e3o, a experi\u00eancia realizada no hospital. Em seguida, a obra narra o desenvolvimento do projeto. Em seu conte\u00fado, a publica\u00e7\u00e3o disponibiliza, ainda, todo o material utilizado nas diferentes fases do trabalho, como folder, cartazes, fichas para registros do quesito cor e, tamb\u00e9m, a Portaria n\u00b0922, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (MS), que institui a Pol\u00edtica Nacional de Sa\u00fade Integral da Popula\u00e7\u00e3o Negra, al\u00e9m da publica\u00e7\u00e3o \u201cPerspectivas da Equidade no Pacto Nacional pela Redu\u00e7\u00e3o da Mortalidade Materna e Neonatal &#8211; Aten\u00e7\u00e3o \u00e0 Sa\u00fade das Mulheres Negras\u201d., tamb\u00e9m do MS. O livro traz, ainda, um DVD com o v\u00eddeo \u201cQuest\u00f5es \u00c9tico\/Raciais, Parto e Nascimento\u201d e as apresenta\u00e7\u00f5es utilizadas nas aulas de forma\u00e7\u00e3o desenvolvidas no hospital.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">O BoletIN Lappis registrou, com exclusividade, uma conversa entre o organizador da publica\u00e7\u00e3o, Luis Eduardo Batista, do Comit\u00ea T\u00e9cnico de Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra do Estado de S\u00e3o Paulo, Maria L\u00facia da Silva (Instituto Amma, Psique e Negritude) e Dra. Maridite Oliveira, diretora do Hospital Geral de S\u00e3o Matheus.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><strong>Confira o resultado dessa conversa nas pr\u00f3ximas p\u00e1ginas<\/strong><\/p>\n<p> <!--nextpage--> <\/p>\n<p>&nbsp;<strong>BoletIN: Quais foram os maiores desafios da implanta\u00e7\u00e3o desse projeto?<\/strong>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" data-attachment-id=\"148\" data-permalink=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/humanizacao-do-parto-questoes-etnicas-e-raciais-em-debate\/151\/attachment-luis_eduardo\" data-orig-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/luis_eduardo.jpg\" data-orig-size=\"299,220\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"luis_eduardo\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/luis_eduardo.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/luis_eduardo.jpg\" class=\" alignleft size-full wp-image-148\" style=\"margin-bottom: 1px; float: left; margin-right: 2px;\" title=\"Luis Eduardo Batista\" alt=\"luis_eduardo\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/luis_eduardo.jpg\" width=\"299\" height=\"220\" \/>Apesar de existir uma \u00e1rea de humaniza\u00e7\u00e3o na Coordenadoria de Recursos Humanos da Secretaria de Estado da Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo, a equipe da \u00e1rea n\u00e3o via o debate sobre o impacto do racismo na sa\u00fade como um tema a ser inserido na pol\u00edtica de humaniza\u00e7\u00e3o das dire\u00e7\u00f5es regionais de sa\u00fade. Para vencer este desafio o Secret\u00e1rio de Estado da Sa\u00fade teve que dar respaldo a proposta.<\/p>\n<p>Outro desafio \u00e9&nbsp;que nas primeiras reuni\u00f5es no hospital tivemos que mostrar aos profissionais e sociedade civil que t\u00ednhamos (1) o Comit\u00ea T\u00e9cnico Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra da SES de S\u00e3o Paulo; (2) a \u00c1rea T\u00e9cnica Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra no Grupo T\u00e9cnico de A\u00e7\u00f5es Estrat\u00e9gicas \u2013 e esta tinha respaldo do Secret\u00e1rio e que o Hospital Geral de S\u00e3o Mateus ao possuir o Centro de Parto Natural \u2013 uma experi\u00eancia rec\u00e9m implantada e inovadora na Administra\u00e7\u00e3o Direta \u2013 era um fator a ser capitalizado pela equipe de profissionais do hospital.<\/p>\n<p>Dentre os momentos mais tensos no Hospital, poderia destacar a discuss\u00e3o sobre a import\u00e2ncia do quesito cor. Os atendentes do servi\u00e7o de cadastro do hospital come\u00e7aram a fazer a pergunta Qual \u00e9 a sua cor? Apesar de termos distribu\u00eddo folders, de existir uma faixa na entrada do hospital com a pergunta Qual \u00e9 a sua cor. Os usu\u00e1rios viam a pergunta com desconfian\u00e7a e aconteceram situa\u00e7\u00f5es de conflito. A impress\u00e3o \u00e9 que a popula\u00e7\u00e3o negra est\u00e1 t\u00e3o acostumada a ser alijada da pol\u00edtica p\u00fablica que ela reagiu \u2013 &#8220;era como se esta popula\u00e7\u00e3o estivesse nos dizendo&#8230;. aqui n\u00e3o&#8230; eu n\u00e3o vou ter minhas necessidades negligenciadas aqui tamb\u00e9m&#8221;. Mas quando os &#8220;Jovens Acolhedores&#8221; e as &#8220;Recepcionistas&#8221; explicavam a proposta eles imediatamente aderiam.<\/p>\n<p>Outro grande desafio \u00e9&nbsp;que para atingir resultados efetivos na redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna n\u00f3s precis\u00e1vamos atuar com os equipamentos de sa\u00fade da regi\u00e3o de S\u00e3o Mateus, estes equipamentos s\u00e3o municipais e t\u00ednhamos que envolver a aten\u00e7\u00e3o b\u00e1sica e atuar em Rede. N\u00f3s trabalhamos, sensibilizamos algumas equipes do PSF e a Regional de Sa\u00fade, mas n\u00e3o conseguimos trabalhar na perspectiva da Rede para que assim pud\u00e9ssemos conseguir resultados efetivos com os profissionais de sa\u00fade e atingir a meta &#8211; redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna e infantil.<\/p>\n<p> <!--nextpage--> <\/p>\n<p>&nbsp;<b>BoletIN: Nas suas opini\u00f5es, qual a import\u00e2ncia da pesquisa para diagn\u00f3stico e sensibiliza\u00e7\u00e3o dos profissionais e usu\u00e1rios do HGSM para a quest\u00e3o do g\u00eanero e cor\/ra\u00e7a?<\/b><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" data-attachment-id=\"149\" data-permalink=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/humanizacao-do-parto-questoes-etnicas-e-raciais-em-debate\/151\/attachment-marialuciadasilva\" data-orig-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/MariaLuciaDaSilva.jpg\" data-orig-size=\"142,202\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"MariaLuciaDaSilva\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/MariaLuciaDaSilva.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/MariaLuciaDaSilva.jpg\" class=\" alignleft size-full wp-image-149\" style=\"margin-bottom: 1px; float: left; margin-right: 2px;\" title=\"Maria Lucia da Silva\" alt=\"MariaLuciaDaSilva\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/MariaLuciaDaSilva.jpg\" width=\"142\" height=\"202\" \/>PAI N\u00c3O&nbsp;\u00c9&nbsp;VISITA \u2013 no que tange as desigualdades de g\u00eanero \u2013 quer\u00edamos discutir as quest\u00f5es de g\u00eanero e a gente discutiu, todavia n\u00f3s n\u00e3o percebemos que ao pautar o tema, o servi\u00e7o\/hospital teria que se repensar, ele teria que se re-estruturar. S\u00f3 no final do projeto \u00e9 que fomos perceber que se antes existia \u201cO cantinho da mam\u00e3e\u201d \u2013 que era uma sala ou local de amamenta\u00e7\u00e3o, com a inser\u00e7\u00e3o da tem\u00e1tica da paternidade o local passou a ser <i>\u201cRecanto da Mam\u00e3e e do Papai\u201d.<\/i><\/p>\n<p>Ao incluir o tema das masculinidades nas oficinas as\/os profissionais de sa\u00fade passam a pensar no pai em todo o processo. O pai passa a ser objeto das orienta\u00e7\u00f5es nas consultas, inclusive na orienta\u00e7\u00e3o sobre o aleitamento materno; o hospital passou a ter homens como acompanhantes; homens na sala de parto \u2013 vale destacar que na sala de parto o pai \u00e9 convidado a cortar o cord\u00e3o umbilical de seu filho; a receber a crian\u00e7a; a levar para pesar ou seja a pediatra divide o acolhimento desta crian\u00e7a com o pai, ou seja mudou o olhar da equipe sobre a inclus\u00e3o do pai na hora do nascimento. Esse foi um dos resultados n\u00e3o esperados.<\/p>\n<p>Agora, a dificuldade que se coloca \u00e9&#8230; se na maternidade \u2013 na assist\u00eancia ao parto nos temos su\u00edtes individualizadas e \u00e9 o pai quem corta o cord\u00e3o umbilical, porque depois dele participar desta etapa nos mandamos o pai embora? Com isso estamos dizendo que ao incluir o pai, a maternidade\/enfermagem agora tem que conviver com o <i>acompanhante<\/i> e o hospital tem que comprar cadeira para este acompanhante; a m\u00e3e que tamb\u00e9m est\u00e1 no mesmo quarto reclama que o companheiro dela n\u00e3o veio; ou reclama que tem um homem no quarto. Toda a intimidade \u00e9 alterada com a presen\u00e7a deste pai. A solu\u00e7\u00e3o encontrada foi o hospital comprar divis\u00f3rias\/biobombos. Em resumo, se estamos falando de humaniza\u00e7\u00e3o, em acolhimento desta nova pessoa que esta chegando, e em melhorar a rela\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia com esta crian\u00e7a rec\u00e9m nascida, h\u00e1 de haver um compromisso com a qualifica\u00e7\u00e3o da ambi\u00eancia, melhorando o atendimento \u00e0 fam\u00edlia. Concluindo, n\u00e3o d\u00e1 para se construir hospitais p\u00fablicos e maternidades com enfermaria de quatro leitos. Se n\u00e3o podemos ter hospitais p\u00fablicos com apartamentos ent\u00e3o&#8230; que se criem maternidades com enfermarias de no m\u00e1ximo dois leitos com divis\u00f3ria no meio para assim acolher o acompanhante.<\/p>\n<p>A Lei diz que toda pessoa que esta internada tem direito a um acompanhante, mas h\u00e1 uma disjun\u00e7\u00e3o entre o discurso e a pr\u00e1tica\/concreto, o projeto explicitou o problema e o hospital respondeu a esta necessidade. Esse foi um ganho n\u00e3o esperada do projeto.<\/p>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;O QUESITO COR \u2013 Depois de discutirmos o tema masculinidades, a etapa seguinte foi discutir quest\u00f5es \u00e9tnico\/raciais. Vale salientar que como os profissionais come\u00e7aram a ficar incomodados, com os dados epidemiol\u00f3gicos segundo ra\u00e7a\/cor &#8211; ficavam questionando as taxas e o perfil da morbi-mortalidade segundo cor, a maior mortalidade materna das mulheres negras, etc&#8230; &#8211; a diretora do hospital Dra. Maridite, prop\u00f4s iniciarmos a coleta do quesito cor para dar concretude as quest\u00f5es\/d\u00favidas dos profissionais \u2013 e assim passamos para <i>a concretude do trabalho, para uma coisa mais concreta, a <\/i>\u201cimplanta\u00e7\u00e3o da coleta do quesito cor nos sistemas de informa\u00e7\u00e3o do hospital\u201d. E ai o projeto ganhou em qualidade, pois os profissionais come\u00e7aram a conviver\/vivenciar os conflitos com os usu\u00e1rios; a ver onde alguns colegas guardam seu racismo, existiram inclusive cartas an\u00f4nimas de denuncia de racismo isso provocou um movimento interno, as resist\u00eancias internas come\u00e7aram a dialogar com os dados epidemiol\u00f3gicos. Enfim,&nbsp; trazer o debate para dentro do hospital trouxe os preconceitos e processos discriminat\u00f3rios vivenciados pelos profissionais do hospital \u2013 o interpessoal, tirou da clandestinidade um problema real e neste caso os dados epidemiol\u00f3gicos chocantes come\u00e7aram a dialogar (1) com o desconforto vivenciado pela institui\u00e7\u00e3o; (2) com as resist\u00eancias internas das pessoas; (3) com os preconceitos. Enfim, as experi\u00eancias de racismo e os indicadores passaram a fazer sentido para aqueles que estavam envolvidos no projeto.<\/p>\n<p>A etapa do projeto inclus\u00e3o do quesito cor no sistema de informa\u00e7\u00e3o do hospital geral de S\u00e3o Mateus tamb\u00e9m nos mostrou a necessidade de pactuar na Comiss\u00e3o Intergestores Bipartite a inclus\u00e3o do quesito cor nos Sistema de Informa\u00e7\u00e3o da Autoriza\u00e7\u00e3o de Interna\u00e7\u00e3o Hospitalar\/AIH e no SAI, posteriormente esta solicita\u00e7\u00e3o foi encaminhar e aprovada na Comiss\u00e3o Intergestores Tripartite em 16 de agosto de 2007. Essa iniciativa, somada a outras solicita\u00e7\u00f5es do movimento social, fez com que no final do ano o Ministro da Sa\u00fade assinasse a Resolu\u00e7\u00e3o que inclui o quesito cor no Sistema de Informa\u00e7\u00e3o Ambulatorial e Hospitalar (SIA\/SIH\/SUS) &#8211; Portaria 719 de 28 de dezembro de 2007.&nbsp;A discuss\u00e3o sobre racismo e sa\u00fade\/impacto do racismo na sa\u00fade ocorridas enquanto se implantava o quesito cor nos sistemas de informa\u00e7\u00e3o provocou mudan\u00e7as nas pessoas, existiram mudan\u00e7as claras de postura.<\/p>\n<p>Hoje, podemos dizer que o tema racismo institucional est\u00e1 pautado no Hospital Geral de S\u00e3o Mateus, mas faltou levar adiante a discuss\u00e3o do racismo institucional, precisamos retomar este tema como se fosse uma atualiza\u00e7\u00e3o ou uma avalia\u00e7\u00e3o do processo.<\/p>\n<p>Bem, os projeto \u201cHumaniza\u00e7\u00e3o&#8230;. trouxe resultados significativos porque \u00e9 uma experi\u00eancia pr\u00e1tica e concreta de como trabalhar os temas mortalidade materna e a quest\u00e3o racial; desigualdades raciais em sa\u00fade e o impacto do racismo na sa\u00fade com profissionais que est\u00e3o na aten\u00e7\u00e3o. Mesmo que o projeto n\u00e3o seja replicado\/implantado nos outros 60 hospitais da administra\u00e7\u00e3o direta, a experi\u00eancia evidenciou que \u00e9 poss\u00edvel discutir a tem\u00e1tica racial na aten\u00e7\u00e3o a sa\u00fade, e isso envolveu os profissionais de sa\u00fade do hospital, das unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade que tem o hospital como refer\u00eancia e a pr\u00f3pria coordena\u00e7\u00e3o regional de sa\u00fade de S\u00e3o Mateus.<\/p>\n<p>Atualmente quando convidados a apresentar os resultados do projeto em outro hospital \u00e9&nbsp;not\u00f3rio que \u00e9&nbsp;necess\u00e1rio haver um esclarecimento dos servi\u00e7os sobre a import\u00e2ncia do preenchimento do quesito cor nos Sistema de Nascidos Vivos \u2013 SINASC. A necessidade de preencher o quesito cor no SINASC n\u00e3o faz parte da realidade nas maternidades. As pessoas n\u00e3o sabem a import\u00e2ncia disso&#8230;<\/p>\n<p><b>Dra. Maridite Oliveira<\/b>: Fui a um hospital recentemente em que eles n\u00e3o sabiam da metodologia da coleta do quesito cor no SINASC. \u201cNingu\u00e9m falou isso pra gente at\u00e9 agora\u201d. Ou seja o DATASUS, precisa elaborar e distribuir um manual para informar os servi\u00e7os. A experi\u00eancia mostrou essa necessidade.<\/p>\n<p> <!--nextpage--> <\/p>\n<p><strong>&nbsp;BoletIN: A rec\u00e9m-implantada Rede Cegonha vai dialogar com esse projeto? Se for, de que forma acontecer\u00e1?&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p>Dificilmente. Vamos explicar melhor&#8230;estamos pensando na redu\u00e7\u00e3o da mortalidade materna e infantil, mas n\u00f3s n\u00e3o desenhamos as propostas\/projetos para atender as mulheres em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade como as mulheres negras, assentadas, ribeirinhas, ind\u00edgenas dentre outras. A proposta\/projetos \u00e9 pensado para as mulheres e n\u00e3o leva em considera\u00e7\u00e3o as especificidades intra-g\u00eanero. E neste caso, ao n\u00e3o considerar estas especificidades das mulheres, negras e pobres estas propostas\/projetos est\u00e3o fadados ao insucesso.<\/p>\n<p>Vamos lhe dar alguns dados. No ano 2000 a Profa. Ign\u00eas Helena Oliva Perp\u00e9tuo&nbsp;utilizando dados da Pesquisa Nacional de Demografia e Sa\u00fade (PNDS-1996) publicou artigo no Jornal da Rede Sa\u00fade (no. 22, p. 10-16) dizendo haver diferencias na vida sexual e reprodutiva das mulheres brancas e negras. As mulheres negras iniciam a vida sexual mais cedo; tem filho aos 16 anos, 83% utilizam a p\u00edlula e a esteriliza\u00e7\u00e3o como m\u00e9todo de regula\u00e7\u00e3o da fecundidade (enquanto entre as mulheres brancas este percentual \u00e9 de 76%); \u00e9 maior o percentual das mulheres negras que n\u00e3o fizeram o pr\u00e9-natal. No que tange a qualidade da assist\u00eancia, as mulheres referem ter maior&nbsp; dificuldade de realizar seis ou mais consultas de pr\u00e9-natal e realizar o pr\u00e9-natal com m\u00e9dico. Segundo a autora (1) a pobreza pode estar condicionando o acesso das mulheres negras a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade sexual e reprodutiva; (2) os projetos e programas de sa\u00fade sexual e reprodutiva ao n\u00e3o considerarem a dimens\u00e3o racial em seu planejamento est\u00e3o fadados ao insucesso.<\/p>\n<p>Berqu\u00f3&nbsp; (2010) no estudo &#8220;Dimens\u00f5es do processo reprodutivo e da sa\u00fade da crian\u00e7a &#8211; PNDS-2006&#8221; constatou o desfavorecimento das mulheres negras na realiza\u00e7\u00e3o de no m\u00ednimo seis consultas de pr\u00e9-natal, nas consultas de puerp\u00e9rio no uso de m\u00e9todos contraceptivos e na indesejabilidade do \u00faltimo filho.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" data-attachment-id=\"150\" data-permalink=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/humanizacao-do-parto-questoes-etnicas-e-raciais-em-debate\/151\/attachment-rede_cegonha\" data-orig-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/rede_cegonha.jpg\" data-orig-size=\"280,250\" data-comments-opened=\"1\" data-image-meta=\"{&quot;aperture&quot;:&quot;0&quot;,&quot;credit&quot;:&quot;&quot;,&quot;camera&quot;:&quot;&quot;,&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;created_timestamp&quot;:&quot;0&quot;,&quot;copyright&quot;:&quot;&quot;,&quot;focal_length&quot;:&quot;0&quot;,&quot;iso&quot;:&quot;0&quot;,&quot;shutter_speed&quot;:&quot;0&quot;,&quot;title&quot;:&quot;&quot;,&quot;orientation&quot;:&quot;0&quot;}\" data-image-title=\"rede_cegonha\" data-image-description=\"\" data-image-caption=\"\" data-medium-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/rede_cegonha.jpg\" data-large-file=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/rede_cegonha.jpg\" class=\" size-full wp-image-150\" style=\"margin-bottom: 1px; vertical-align: bottom; margin-right: 2px;\" title=\"Logotipo da Rede Cegonha\" alt=\"rede_cegonha\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/rede_cegonha.jpg\" width=\"280\" height=\"250\" \/><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m podemos citar a pesquisa da Secretaria de Estado da Sa\u00fade de S\u00e3o Paulo (2007), que ao analisar dados sobre mortalidade materna com perspectiva racial verificou que o risco de mortalidade materna provocada por eclampsia (press\u00e3o alta na gravidez que provoca a morte no parto, produto de um diagn\u00f3stico n\u00e3o adequado no exame pr\u00e9-natal) \u00e9 maior entre as mulheres negras, configurando-se em importante express\u00e3o de desigualdade.<\/p>\n<p>&nbsp;A pesquisa realizada por Leal, Gama e Cunha \u2013 realizada em 2005, constatou uma situa\u00e7\u00e3o desfavor\u00e1vel persistente entre as mulheres pretas e pardas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s brancas, mostrando a exist\u00eancia de dois n\u00edveis de discrimina\u00e7\u00e3o, a educacional e a racial, que perpassam a esfera da aten\u00e7\u00e3o oferecida pelos servi\u00e7os de sa\u00fade \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de gestantes do Munic\u00edpio do Rio de Janeiro. Segundo mostram as autoras, nos servi\u00e7os de sa\u00fade, as mulheres se diferenciaram segundo o grau de instru\u00e7\u00e3o e ra\u00e7a\/cor. No pr\u00e9-natal, as mulheres negras tiveram menor acesso \u00e0 aten\u00e7\u00e3o adequada de acordo com os padr\u00f5es estabelecidos pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. No momento do parto, foram mais penalizadas por n\u00e3o serem aceitas na primeira maternidade que procuraram e, durante o parto, receberam menos anestesia. Essas diferen\u00e7as no tratamento oferecido foram apreendidas pelas mulheres ao avaliarem a qualidade dos servi\u00e7os oferecidos a elas. As autoras conclu\u00edram que essas mulheres sofrem discrimina\u00e7\u00e3o pessoal e institucional: uma pautada na escolaridade e outra no pertencimento racial.<\/p>\n<p>Penso que as pol\u00edticas de aten\u00e7\u00e3o a sa\u00fade da mulher, feminiza\u00e7\u00e3o da Aids, Rede Cegonha, Linha de Cuidado da Gestante e da Pu\u00e9rpera dentre outras programas n\u00e3o levam em considera\u00e7\u00e3o as desigualdades raciais em suas formula\u00e7\u00f5es. Enquanto que o projeto &#8220;Humaniza\u00e7\u00e3o&#8230;&#8221; partiu da premissa que (1) o racismo \u00e9 um dos determinantes das condi\u00e7\u00f5es de sa\u00fade; (2) que as desigualdades raciais est\u00e3o presentes em nossa sociedade e elas est\u00e3o relacionadas as piores condi\u00e7\u00f5es de vida das mulheres negras, que elas impactam no acesso e na qualidade da aten\u00e7\u00e3o ofertada nos servi\u00e7os de sa\u00fade a estas mulheres, e que (3) parece existir um abismo que separa as mulheres negras da posi\u00e7\u00e3o que embora ainda prec\u00e1ria em muitos sentidos \u2013 j\u00e1 foi alcan\u00e7ada pela popula\u00e7\u00e3o branca. As iniq\u00fcidades apontadas pelos estudos n\u00e3o s\u00e3o consideradas pelas gestoras\/gestores de programas e projetos no campo da sa\u00fade da mulher \u2013 seja no projeto da &#8220;Rede Cegonha&#8221; ou na &#8220;Linha de Cuidado a Gestante e a Pu\u00e9rpera&#8221;. Por outro lado &#8220;N\u00e3o se faz erradica\u00e7\u00e3o da pobreza se n\u00e3o levar em considera\u00e7\u00e3o a quest\u00e3o racial&#8221;, com isso estamos dizendo que o ao n\u00e3o considerarem as especificidades de no m\u00ednimo metade das mulheres, o projeto\/programa dificilmente ter\u00e3o sucesso. Esse \u00e9 um desafio para a Rede Cegonha, como tamb\u00e9m \u00e9 um desafio para os Objetivos do Mil\u00eanio, n\u00f3s n\u00e3o vamos atingir as metas 4 e 5 dos Objetivos do Mil\u00eanio se n\u00e3o trabalharmos programas e pol\u00edticas focais &#8211; pol\u00edticas, programas e estrat\u00e9gias direcionados para os grupos socialmente vulner\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<div class=\"mh-excerpt\"><p class=\"MsoNormal\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignleft size-full wp-image-147\" style=\"margin-bottom: 1px; float: left; margin-right: 2px;\" alt=\"Capa-nascer\" src=\"http:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Capa-nascer.jpg\" width=\"312\" height=\"448\" srcset=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Capa-nascer.jpg 312w, https:\/\/lappis.org.br\/site\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Capa-nascer-209x300.jpg 209w\" sizes=\"(max-width: 312px) 100vw, 312px\" \/>O<b> BoletIN <\/b>registrou, com exclusividade, uma conversa entre Luis Eduardo Batista, do Comit\u00ea T\u00e9cnico de Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra do Estado de S\u00e3o Paulo, Maria L\u00facia da Silva (Instituto Amma, Psique e Negritude) e Dra. Maridite Oliveira, diretora do Hospital Geral de S\u00e3o Matheus sobre o rec\u00e9m-lan\u00e7ado livro \u201cNascer com Equidade\u201d, tem como objetivo relatar os resultados do projeto \u201cHumaniza\u00e7\u00e3o do parto e nascimento: quest\u00f5es \u00e9tnico\/racial e de g\u00eanero\u201d. Em pauta, os desafios da pesquisa, sensibiliza\u00e7\u00e3o profissional e Rede Cegonha.<\/p>\n<p>  <a class=\"mh-excerpt-more\" href=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/humanizacao-do-parto-questoes-etnicas-e-raciais-em-debate\/151\" title=\"Humaniza\u00e7\u00e3o do parto: quest\u00f5es \u00e9tnicas e raciais em debate\">[&#8230;]<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"author":1,"featured_media":147,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"_exactmetrics_skip_tracking":false,"_exactmetrics_sitenote_active":false,"_exactmetrics_sitenote_note":"","_exactmetrics_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":false,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","enabled":false},"version":2}},"categories":[8],"tags":[],"class_list":{"0":"post-151","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticia"},"jetpack_publicize_connections":[],"acf":[],"yoast_head":"<!-- This site is optimized with the Yoast SEO plugin v25.2 - https:\/\/yoast.com\/wordpress\/plugins\/seo\/ -->\n<title>Humaniza\u00e7\u00e3o do parto: quest\u00f5es \u00e9tnicas e raciais em debate - Lappis 25 anos<\/title>\n<meta name=\"robots\" content=\"index, follow, max-snippet:-1, max-image-preview:large, max-video-preview:-1\" \/>\n<link rel=\"canonical\" href=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/humanizacao-do-parto-questoes-etnicas-e-raciais-em-debate\/151\" \/>\n<link rel=\"next\" href=\"https:\/\/lappis.org.br\/site\/humanizacao-do-parto-questoes-etnicas-e-raciais-em-debate\/151\/2\" \/>\n<meta property=\"og:locale\" content=\"pt_BR\" \/>\n<meta property=\"og:type\" content=\"article\" \/>\n<meta property=\"og:title\" content=\"Humaniza\u00e7\u00e3o do parto: quest\u00f5es \u00e9tnicas e raciais em debate - Lappis 25 anos\" \/>\n<meta property=\"og:description\" content=\"O BoletIN registrou, com exclusividade, uma conversa entre Luis Eduardo Batista, do Comit\u00ea T\u00e9cnico de Sa\u00fade da Popula\u00e7\u00e3o Negra do Estado de S\u00e3o Paulo, Maria L\u00facia da Silva (Instituto Amma, Psique e Negritude) e Dra. 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